A DESCULPA

 

 

 

Um tipo do norte comprou um Mercedes e estava a dar uma volta numa estrada

nacional à noite.

A capota estava recolhida, a brisa soprava levemente pelo seu cabelo e ele

decidiu puxar um bocado pelo carro.

Assim que a agulha chegou aos 130 km, ele de repente reparou nas

luzes azuis por trás dele.

'De maneira alguma conseguem acompanhar um Mercedes' pensou ele

para consigo mesmo, e acelerou ainda mais.

A agulha bateu os 150, 170, 180 e, finalmente, os 200 km/h, sempre com as

luzes atrás dele.

Entretanto teve um momento de lucidez e pensou:

'Mas que raio é que eu estou a fazer?!' e logo de seguida encostou.

O polícia chegou ao pé dele, pediu-lhe a carta de condução e sem dizer uma

palavra e examinou o carro e disse:

- Eu tive um turno bastante longo e esta é a minha última paragem.

Não estou com vontade de tratar de mais papeladas, por isso, se me der

uma desculpa pela forma como conduziu que eu ainda não tenha

ouvido, deixo-o ir!

- Na semana passada a minha mulher fugiu de casa com um polícia - disse o

homem - e eu estava com medo que a quisesse devolver!

Diz o polícia: - Tenha uma boa noite!