Comida!

AR-Comida.jpg

“Para quem tem uma boa posição social, falar de comida é coisa baixa.

É compreensível:  eles já comeram

Bertolt Brecht  (1898-1956)

Há comida e comida!

Há os que comem muito e os que não comem nada. Há os que comeram de mais e, de barriga cheia, esqueceram-se que podiam rebentar. Há também os que não comeram daquele petisco e lamentam-no.

A massa grossa. por exemplo, é muito utilizada para encher e dar uma determinada consistência. Há muitos a comerem dela. Já a massa fina é utilizada noutros tipos de tachos, mais sofisticados, mais italianos. É uma rede quase compacta.

O arroz, esse bago miudinho, que aparentemente não vale nada, mas quando se junta é poderoso.

Um arroz malandro, pica no chão (cuidado com o PAN e o IRA), é cá um petisco sanguinário!... Também petisco, um arrozinho de tomates, que sejam bem grandes, com tudo no sítio e uns jaquinzinhos fritos. Quanto mais pequeninos melhor, menos mal fazem.

E um arroz doce à moda de Coimbra? Bem irreverente, bem no ponto.

Falta o grão e o feijão. Estes dão para encher o bandulho. Ainda há muitos para encher. Os que já encheram estão bem e recomendam-se.  Houve e há alguma “azia”, nada demais e nada que os defensores da barriga cheia não consigam encontrar maneira de dar a volta ao estômago.

Quanto a comida estamos fechados.

Não se esqueçam que está aberto um restaurante cinco estrelas, que é de todos nós.  É nos Passos Perdidos. Comem diariamente 230, a não ser que, algum decida marcar o ponto por outro.

Ainda há muito para comer e ser comido…

E.S.

Imagem da net