ECONOMIA DO EMPOBRECIMENTO

Se há coisa em que os nossos governantes e burocratas são especialistas, é na sublime arte do eufemismo económico.


Quando o bolso do cidadão comum fica mais leve, a culpa nunca é da inflação, do fisco ou da falta de planeamento. Não, senhor! Isso seria demasiado vulgar e transparente. No dicionário da alta finança, a perda de poder de compra passa a chamar-se, elegantemente, uma "flutuação positiva na densidade das carteiras".
Afinal, para a equipa do Ministério, empobrecer os governados com classe exige uma linguagem neutra, pseudo-científica e perfeitamente incompreensível. O dinheiro desaparece na mesma, mas o contribuinte fica com a ilusão de que está apenas a participar numa inovadora experiência financeira.


Abram os olhos, caros leitores! Porque quando eles suavizam o jargão, é a vossa carteira que levita.


O Ponney
Vosso jornalista

 

 

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