No dia internacional do beijo

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O Ponney associa-se ao Dia Internacional do Beijo

Permanece no imaginário de quem o leu como forma superior de dizer do amor e da sua paixão o Carme V de Catulo (Gaius Valerius Catullus, 87 ou 84 a.C. – 57 ou 54 a.C.), ad Lesbiam.

O eterno do desejo e a sua urgência ganha forma poética neste acontecer de beijos dados e desejados, sucedendo-se pela vida e para além dela.

Objecto de variadas traduções ao longo dos tempos, encontrou na recente tradução de José Pedro Moreira e André Simões um comovedor equilíbrio entre fidelidade textual e poesia.

Vivamos, Lésbia minha, e amemos.
A má-língua dos velhos mais sisudos
para nós não valha mais do que um tostão.
Podem os dias morrer e nascer:
quando a breve luz de vez morrer
noite perpétua devemos juntos dormir.
Dá-me beijos mil, e depois cem,
e depois mil outros, e depois mais cem,
e depois ainda mais mil, e depois cem.
Depois, quando muitos dermos,
baralhá-los-emos para não sabermos quantos,
ou não possa homem mau invejar-nos
ao saber que quantos beijos demos.

Retirado da net

Art by: - Rodin - O Beijo