A GIRA-GIRA

 

Cada vez nos convencemos mais de devíamos montar um escritório – não escrevemos consultório porque não queremos susceptibilizar outras classes profissionais – de cartomancia, de búzios e pedrinhas de adivinhanças, adivinhatórias, se preferirem um neologismo, ou como dizia um “entendido2 nestas coisas da língua, um neologismo novo.

Pois é, a rotunda do Arnado, que sempre pensámos ir servir de estufa para o cultivo de caracóis ou pequena mata para a purificação da tóxica avenida, está, pelo menos em parte, a ir à vida.

Desenhada possivelmente por um dos mutos técnicos de gabinete do município, mostrou logo que a vimos, que aquilo, longe de ser uma rotunda era uma rutonda destinada ao fracasso.

Não obstante os primeiros maus andamentos dos primeiros dias, como bons “entendidos”, continuaram com a asneira; agora vão tentar corrigir a asneira, esquecendo-se de que aquilo que nasce torto tarde ou nunca se endireita.

Toca a esperar para ver como se resolve a borrada e quem paga a asneira…