Ai Saudade !

 

Teria uns dezanove anos

Cabelos longos

Castanhos

Da cor da terra

Onde nascera

Contentara-se com o destino

Amedrontara-se

Com aquelas imensas salas

Longos corredores

E, as outras

Impessoais

« chamam-se  anfiteatros »

- Dissera uma estranha voz

De uma identidade ainda desconhecida

E, mais tarde

Vestira-se duma capa negra

Saia, blaser e papillon

Somente a camisa fora alva

Na pureza dos seus vinte anos

Entre fados e amarelecidas páginas

Cantara-se a Serenata

Lembrara-se a velha-cabra

Numa folha recordara

Coimbra numa palavra

Ai Saudade !

 

Sofia Geirinhas