Centro Cavalo Azul

 

Manuel Miranda

miranda.manel@gmail.com

  

O Centro Cavalo Azul é uma casa da A.F.S.D. (Associação de Famílias Solidárias coma Deficiência) para pessoas com autonomia reduzida ou deficiência, localizada em Marco dos Pereiros, com área residencial para 12 utentes e Centro de Actividades para 30.

A funcionar há alguns meses, os utentes do Centro estão em processo de desenvolvimento de comportamentos sempre mais adequados e mais sociáveis. Já há resultados, graças ao trabalho dos seus técnicos e funcionários.

De notar que boa parte destes trabalhadores, recrutados em concurso público, não conheciam e não tinham formação para trabalhar com população de tão reduzida autonomia, tão diferente dos seus filhos.

Quem por perto andou e acompanhou este projecto conhece, sabe e sentiu que para aqui chegar se passou por momentos muito difíceis e de muito trabalho.

Houve momentos em que a vontade de parar e de saltar do barco era muito forte. Não era possível, porque no tabuleiro já estavam responsabilidades pesadas de muito dinheiro, de muitas obrigações a esperar a obra acabada.

Também as famílias com filhos com deficiência esperavam a casa feita, o sonho realizado.

Desses momentos estão na memória algumas datas cruciais. Sentia-se no ar o perigo de deixar a obra a meio, ali aos olhos de quem passasse, como mancha de humilhação, ainda com a obrigação de devolver dinheiro e de pagar custos. Momentos superadas pela persistência e a lealdade de alguns, que resistiram e aguentaram até vencer barreiras que pareciam intransponíveis. Desses momentos de incertezas também está na memória que novos companheiros de viagem apareceram e aderiram, com ânimo fresco que foi bálsamo nas dificuldades, e com determinação e ideias fortes, a puxar pela concretização do projecto.

Na caminhada, as exigências do processo pediam entendimento e coordenação entre as diferentes presenças no tabuleiro da obra. Houve quem se distinguisse pelo equilíbrio e pela relação entre as partes envolvidas. Tarefa difícil, porque havia interesses diferentes. Nesse amplo tabuleiro  houve entendimento e coordenação.

Estavam em campo: O gabinete de arquitectura, responsável pelo projecto. A Câmara Municipal, por onde passaram os projectos para apreciação e aprovação. A empresa da construção do Centro, com o dever de dar a casa feita para habitar. O gabinete de acompanhamento e de inspecção da obra, para que o projecto fosse executado com rigor. A Segurança Social, que de perto acompanhou a execução pelo POPH, a fonte financiadora. A entidade bancária, por onde passava o dinheiro dos Fundos Sociais, para que às datas das facturas não faltasse com que pagar. E a AFSD, dona da obra, a puxar pela boa execução nos prazos previsto e sem aumento de custos.

E nesta teia de interdependências tudo foi realizado sem derrapagens e sem custos imprevistos. E ao fim, todos em boa harmonia.

O projecto foi financiado pelo total apresentado a concurso, que foi possível pelas alterações introduzidas nos regulamentos já com a obra em execução.

Ficou uma dívida no banco Montepio. Essa está para ser paga.

Entre a Câmara Municipal e a AFSD ainda há contas à espera de decisão.

E para chegar ao fim, tudo limpo, transparente e sem derrapagens, muito contou o trabalho rigoroso e de competência de alguém sem visibilidade, mas seguro conhecedor e responsável na relação POPH e Instituição.

Chegou-se ao fim. A obra está feita e a funcionar. Já é útil pelo que está a dar a pessoas sem autonomia para uma vida com independência.

Os que entraram nos momentos difíceis e logo assumiram responsabilidades, quando o parar seria o fim do projecto, são a garantia do futuro.

São muitos os que contribuíram com donativos e com palavras de apoio e de incentivo. Também eles são obreiros deste projecto. E são muitos, uns de longe e outros de perto.

Aqueles que colaboraram e que contribuíram, porque responderam ao apelo e acataram a sugestão de indicarem o NIF nº 509730612 da Instituição AFSD na sua declaração de IRS para a consignação do 0,5%, também estes são obreiros do Centro Cavalo Azul.

Porque foram anos de muito trabalho, de muita pressão, de muitas responsabilidades, de muitas inseguranças, é natural que alguns se sintam esgotados e cansados. O que o Centro está a dar aos utentes que dele precisam, é a recompensa e o reconhecimento.

Para dar continuidade, houve quem aceitasse assumir os destinos da AFSD.

À direcção eleita, os votos e os desejos de um bom trabalho, para que a barca navegue com leme seguro e com destino certo.

A todos os que estão neste projecto, um convite a participar. Um convite a que, com frequência, visitem o Centro Cavalo Azul, em Marco dos Pereiros.

Valeu a pena!... 

Manuel Miranda

miranda.manel@gmail.com

 

 

O Centro Cavalo Azul é uma casa da A.F.S.D. (Associação de Famílias Solidárias coma Deficiência) para pessoas com autonomia reduzida ou deficiência, localizada em Marco dos Pereiros, com área residencial para 12 utentes e Centro de Actividades para 30.

A funcionar há alguns meses, os utentes do Centro estão em processo de desenvolvimento de comportamentos sempre mais adequados e mais sociáveis. Já há resultados, graças ao trabalho dos seus técnicos e funcionários.

De notar que boa parte destes trabalhadores, recrutados em concurso público, não conheciam e não tinham formação para trabalhar com população de tão reduzida autonomia, tão diferente dos seus filhos.

Quem por perto andou e acompanhou este projecto conhece, sabe e sentiu que para aqui chegar se passou por momentos muito difíceis e de muito trabalho.

Houve momentos em que a vontade de parar e de saltar do barco era muito forte. Não era possível, porque no tabuleiro já estavam responsabilidades pesadas de muito dinheiro, de muitas obrigações a esperar a obra acabada.

Também as famílias com filhos com deficiência esperavam a casa feita, o sonho realizado.

Desses momentos estão na memória algumas datas cruciais. Sentia-se no ar o perigo de deixar a obra a meio, ali aos olhos de quem passasse, como mancha de humilhação, ainda com a obrigação de devolver dinheiro e de pagar custos. Momentos superadas pela persistência e a lealdade de alguns, que resistiram e aguentaram até vencer barreiras que pareciam intransponíveis. Desses momentos de incertezas também está na memória que novos companheiros de viagem apareceram e aderiram, com ânimo fresco que foi bálsamo nas dificuldades, e com determinação e ideias fortes, a puxar pela concretização do projecto.

Na caminhada, as exigências do processo pediam entendimento e coordenação entre as diferentes presenças no tabuleiro da obra. Houve quem se distinguisse pelo equilíbrio e pela relação entre as partes envolvidas. Tarefa difícil, porque havia interesses diferentes. Nesse amplo tabuleiro  houve entendimento e coordenação.

Estavam em campo: O gabinete de arquitectura, responsável pelo projecto. A Câmara Municipal, por onde passaram os projectos para apreciação e aprovação. A empresa da construção do Centro, com o dever de dar a casa feita para habitar. O gabinete de acompanhamento e de inspecção da obra, para que o projecto fosse executado com rigor. A Segurança Social, que de perto acompanhou a execução pelo POPH, a fonte financiadora. A entidade bancária, por onde passava o dinheiro dos Fundos Sociais, para que às datas das facturas não faltasse com que pagar. E a AFSD, dona da obra, a puxar pela boa execução nos prazos previsto e sem aumento de custos.

E nesta teia de interdependências tudo foi realizado sem derrapagens e sem custos imprevistos. E ao fim, todos em boa harmonia.

O projecto foi financiado pelo total apresentado a concurso, que foi possível pelas alterações introduzidas nos regulamentos já com a obra em execução.

Ficou uma dívida no banco Montepio. Essa está para ser paga.

Entre a Câmara Municipal e a AFSD ainda há contas à espera de decisão.

E para chegar ao fim, tudo limpo, transparente e sem derrapagens, muito contou o trabalho rigoroso e de competência de alguém sem visibilidade, mas seguro conhecedor e responsável na relação POPH e Instituição.

Chegou-se ao fim. A obra está feita e a funcionar. Já é útil pelo que está a dar a pessoas sem autonomia para uma vida com independência.

Os que entraram nos momentos difíceis e logo assumiram responsabilidades, quando o parar seria o fim do projecto, são a garantia do futuro.

São muitos os que contribuíram com donativos e com palavras de apoio e de incentivo. Também eles são obreiros deste projecto. E são muitos, uns de longe e outros de perto.

Aqueles que colaboraram e que contribuíram, porque responderam ao apelo e acataram a sugestão de indicarem o NIF nº 509730612 da Instituição AFSD na sua declaração de IRS para a consignação do 0,5%, também estes são obreiros do Centro Cavalo Azul.

Porque foram anos de muito trabalho, de muita pressão, de muitas responsabilidades, de muitas inseguranças, é natural que alguns se sintam esgotados e cansados. O que o Centro está a dar aos utentes que dele precisam, é a recompensa e o reconhecimento.

Para dar continuidade, houve quem aceitasse assumir os destinos da AFSD.

À direcção eleita, os votos e os desejos de um bom trabalho, para que a barca navegue com leme seguro e com destino certo.

A todos os que estão neste projecto, um convite a participar. Um convite a que, com frequência, visitem o Centro Cavalo Azul, em Marco dos Pereiros.

Valeu a pena!...