Coimbra pode ser a próxima Califórnia ou Silicon Valley?

Coimbra pode ser a próxima Califórnia ou Silicon Valley?

 

A frase, com Portugal em vez de Coimbra, é do líder de uma estrutura internacional que organiza, em Cascais, uma conferência económica na qual deverão participar o Presidente da República, o primeiro-ministro e um representante do Vaticano.

 

"Portugal pode ser um novo local para o diálogo global, a nova Califórnia, o novo Silicon Valley, porque tem a praia e o sol, claro, mas tem o espírito certo, com jovens bem instruídos e à procura da primeira experiência empreendedora", afirma Frank-Jurgen Richter, director executivo da Horasis.

Em entrevista à agência Lusa, o empresário escora a sua asserção no facto de Portugal estar no “final da crise financeira que começou há oito anos” e de o Governo estar “a implementar as medidas certas, de que os investidores gostam, como a estabilidade e a pro-actividade, com convites para investir".

“Muitos empresários estão a perceber que Portugal pode ser uma plataforma para estenderem as suas operações à América Latina e a África – principalmente os chineses e indianos, que querem instalar sedes ou operações de telecomunicações para depois irem para a África e América Latina", acrescenta.

Uma das grandes mais-valias, destaca, é o facto de, "ao contrário de noutros países europeus, em Portugal não haver protestos contra investimentos estrangeiros, nomeadamente chineses, em áreas como a electricidade, imobiliário, seguros e banca”, o que, dizemos nós, é uma maneira prática de capacitar os portugueses como imigrantes no seu próprio país.

 “O fim do acordo comercial entre os Estados Unidos e a Europa estão a criar incerteza na mente dos investidores, mas a boa notícia é que a Europa, depois das eleições na Holanda e em França, está finalmente a livrar-se do populismo e vemos uma Europa mais forte, com Coimbra como como um local global de diálogo onde os investidores serão bem-vindos".

Claro que isto será possível caso Coimbra e, principalmente, a sua Universidade se souberem “mexer”. Embora já não seja cedo, pois Gaia, Aveiro, Viseu e, principalmente Cascais já andam a lamber as beiçolas só por pensarem na gulodice de terma “plataforma” no seu seio.

Vamos lá a ver se as entidades cá do burgo se mantêm atentas….