Da Humana Imperfeição

Erros, todo o homem comete; há no homem a tendência para as práticas erradas que resultam dos sentimentos ou do próprio conhecimento, que podem ser ofensivas para terceiros.
Os códigos da cidadania estabelecem normas positivas a que todos se obrigam a cumprir; contudo, a quebra das regras tornou-se um hábito enraizado, na medida em que há quem ache que as regras são para violar.
As quebras justificam a existência de instituições sancionatórias do Estado, polícias, juízes, banqueiros, políticos, etc ., mas esta função dos responsáveis pela boa conduta dos homens só devia ser desempenhada por pessoas cujos comportamentos não caíssem nunca debaixo do sancionável, como pode acontecer.
O homem, por si só, é incapaz de se defender do seu semelhante que o agrida nos seus direitos; tem delegar a sua defesa em terceiros, tendo o Estado como mediador, que, em muitas circunstâncias, acabam por serem incapazes da sua defesa ou, até de a trair; neste caso, podem eclodir períodos de grandes selvagerias, nas sociedades humanas.
Selvagem é um termo impróprio para caraterizar os erros da nossa sociedade , na medida em que, simultaneamente, há exemplos de sociedades, na nossa admirável Natureza, as dos animais selvagens, que não têm nenhum tipo de sancionadores,! Cada indivíduo nasce dotado da capacidade de sancionar o semelhante que lhe invada o território (vida e património!).
Edgard Panão

(in,Os Convencidos da Vida Sum,ergo cogito,Ed. MinervaCoimbra-2010)