Do desassossego amoroso

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Por aqui, vivo minha ardente alegria,
Coimbra, dos amores e do Mondego,
se da fresta do quarto te vejo, é dia,
para me prostrar, em desassossego.

Em casa, a imaginar-te, linda fantasia,
sem aulas, o meu fastidioso emprego;
para sublimar a minha ardente mania,
leio poetas para repor meu sossego.

Espero de ti que nunca te vás embora
não me deixes ficar sem dia, nem hora,
de te fantasiar,pela fresta do teu quarto

A melhor garantia é começarmos, agora,
uma relação amorosa, no Penedo,cá fora,
de amor só platónico,estou a ficar farto.

Edgard Panão

(Poesia Arcaica )