ESTACIONAMENTO MAL EDUCADO NA SOLUM

Junto à escola João de Deus e perto do Centro Comercial Gira Solum, a Câmara Municipal de Coimbra, no anterior executivo liderado por José Manuel Silva, investiu dinheiro público num parque de estacionamento condicionado apenas para os pais dos alunos que frequentam as escolas do Jardim de Infância da Solum e 2º Jardim Escola João de Deus. Neste momento a cancela do parque de estacionamento está partida e levantada.
Não só a verba foi alta (não temos conhecimento da exata verba), como durante o tempo de execução da obra dificultou bastante a circulação dos peões que tinham que dar a volta para aceder à farmácia e às lojas do outro lado da rua. Mas, mesmo com todo o investimento e fiscalização das obras por parte dos técnicos da Câmara Municipal de Coimbra, o parque de estacionamento não foi bem planeado. Pois deixou uma abertura entre a cancela da saída e a da entrada junto a duas floreiras, de modo a “convidar” alguns automobilistas a entrarem e saírem sem pagar.
Criando uma diferença entre os automobilistas que cumprem, pagando o estacionamento do seu automóvel, e os que não pagam e passam por essa abertura. Conforme se pode verificar essa abertura tem uma largura suficiente para a passagem de um automóvel de topo de gama. Neste momento até a cancela de saída está partida.
No próprio local, e qualquer pessoa pode testemunhar, o erro de organização do espaço. O que não se compreende é que com tanto investimento, falhou a organização do executivo camarário.
O Ponney enviou um pedido de explicação pela abertura entre as cancelas para pagamento do uso do parque de estacionamento. Um mês depois tivemos resposta do anterior executivo da CMC que dizia:
«Na sequência das vossas questões, seguem as respostas do Município de Coimbra:
Para os devidos efeitos, o parque de estacionamento encontra-se a funcionar de forma experimental nos seguintes termos:
1. Tal como se encontra a funcionar atualmente, o acesso ao parque é exclusivo a veículos autorizados pelo Município de Coimbra;
2. O acesso automóvel apenas é permitido aos veículos autorizados e registados na base de dados do controlo de acesso, sendo a validação realizada apenas através da leitura automática de matrículas;
3. Caso o sistema não consiga efetuar a leitura automática da matrícula, deverá ser utilizado o sistema de interfonia, através do qual é verificada a legitimidade do acesso;
4. A permanência de cada veículo dentro do parque não poderá exceder os 25 minutos, período durante o qual o sistema permite a validação da saída de forma automática;
5. Excedido o período de permanência definido, a saída apenas será garantida através da ação Polícia Municipal, a qual dará cumprimento às regras estabelecidas na sinalização vertical instalada, nos termos do Código da Estrada e do Regulamento de Sinalização e Trânsito, estando sujeito à respetiva contraordenação;
6. Todos os alunos matriculados nos estabelecimentos de ensino situados na Rua D. João III (Jardim de Infância da Solum e 2º Jardim Escola João de Deus) vão ter direito ao registo de viaturas e respetiva autorização de acesso ao parque para tomada e largada, procedimento que será efetuado em articulação com a escola respetiva, tendo por base os seguintes dados:
a. Nome do aluno;
b. Nº de aluno
c. NIF do aluno
d. Matrícula dos veículos
7. A cada aluno poderá ser associado todas as viaturas que possam efetuar o seu transporte, não existindo limite do nº de veículos, estando o acesso ao parque limitado a apenas uma dessas viaturas em simultâneo.
Foram ainda colocadas floreiras de forma a não permitir a entrada e a saída dos veículos do parque sem ser através do sistema de controlo de acessos.
Contudo, devido ao incumprimento das regras estabelecidas, nomeadamente o tempo limite de permanência de 25 minutos, por parte de alguns encarregados de educação, situação que leva a que outros que cumprem não consigam igualmente sair dentro do tempo limite, assim como pela falta de atendimento do sistema de apoio, as floreiras foram arrastadas e os veículos que não cumprem encontram-se a contornar as barreiras.
Essa situação foi, naturalmente, reposta.»
Não só nunca chegou a haver reposição da forma correta de organizar, como já está partida a cancela. Numa ilustração do uso do dinheiro público.
JAG
28-11-2025
