Largo do Arnado

Sem voltar à vaca fria nem sei se era vaca ou não fria ou quente também não, mas estive a olhar para ela, aquela imagem torpe, e pensei:

Como podem retirá-la sem saber o que está por baixo daquela bunda enorme, daquele imenso alambique!

Podem de lá sair ratos, ratas, gatos, gatas, cães vadios e até talvez um Marquês de ceroulas, tronco  nu ,com a língua afiada, cuspindo coisas estranhas e tamanhas, conteúdos não sei de quê!

Vão que ter muito cuidado se querem que o trânsito se faça livremente sem haver qualquer desgraça, pois os que fogem vão ser tantos, fila que chega à Portagem! Entope-se a circulação! E lá vem outra razão para lá continuar!

Iluminada que está como aqueles que a plantaram, deveria ser de noite o transporte da "fecunda", transportada por tractor puxando uma galera, para não haver "bichas" de espera nem qualquer outra confusão!

E teríamos assim linhas aéreas, dos cabos, quero dizer, para que os trólleys se movessem, transportando passageiros, com passes sociais, sem lesar o ambiente, seria tudo diferente!

Mas montados em Unicórnios, só por si polivalentes, imaginam voos rasos pois não querem "mais" atrasos! De atraso já basta aquele que se vê todos os dias, que nos tira alegrias, que nos remete para o fundo, qualquer dia até do Mundo!

Luís Constantino