Morreu o “dr. PHYL”

 

A vida é assim: ninguém cá fica. Goste-se ou não; queira-se ou não”, todos têm de deixar a estalagem que alugaram na Terra, longe dos Céus para onde caminham em peregrinação sem data de chegada. O Filipino morreu.

Personagem incontornável Se Coimbra, foi um cidadão de mão-cheia, dando à cidade muito de si, sem pedir nada em troca, por vezes incompreendido.

Era umas relações públicas de mão-cheia, amigo do seu amigo. Foi colaborador do Governo Civil, destacando-se, mais tarde – ou ao mesmo tempo –, como funcionário da ACIC (Associação comercial e Industrial de Coimbra)

Na época em que esta associação teve momentos seguidos de fulgor. Era dedicado e vivia com os olhos postos no futuro. As edições das feiras CIC, sob a orientação da sua batuta, atingiram brilho e dimensão inigualáveis; sem ele, “morreram”, tal como a Associação… Foi um dos radioamadores mais antigos do nosso país e da Península; foi cofundador do Automóvel Clube do Centro.

Recordamo-lo, aqui, principalmente, com dor pela sua “partida” e amizade pelo que fez no e pelo O Ponney.

Filipino da silva Martins, o “dr. Phil”, foi durante dezenas de anos o chefe de redacção “redactus-mor” - do jornal. Escreveu centenas de artigos com humor fino e cáustico, certeiros.

À família enlutada, os nossos sentidos pêsames: saibam que o Ponney também está de luto.

RIP!