NÃO ACREDITO...

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Fui assistir a uma palestra, em Coimbra, numa casa que já foi minha.

O conferencista, para além do cargo de subida projecção, é figura de conhecimentos, de saberes e de experiências, mas continua com a humildade dos nossos tempos de juventude. Teve berço.

Uma pessoa presente falou até nos deixar exaustos de e com tantas palavras.

Misturou a apresentação do convidado, com alguns traços da sua vida, numa salganhada sem força pedagógica, ou seja, sem método para quem assistia, principalmente os alunos, que tinham de ser motivados a escutar e introsados, e desde o início, no tema da conferência. Mas sem delongas... que fazem adormecer e perder a sintonia ao que se vai. Quem se meteu à frente, e que desculpe esta minha frontalidade, fez-nos perder, a todos, tempo do nosso tempo.

Misturou e falou de outras personagens presentes, tecendo-lhes elogios, apesar de não serem o foco principal da iniciativa, numa atitude que não percebi e que outros não entenderam.

Até mandou calar o Director da Instituição e, depois, o próprio convidado. Feitas as contas, esteve no "ar", em palavras e discursos, mais do que o próprio palestrante... incompreensivelmente.

 

Não fora ter ido para ouvir o meu ex-colega de turma e amigo que prezo, acompanhado por outro, e tivera dado o salto, antes que o convidado de honra pudesse apresentar a sua conferência. Conferência que foi apelativa, com uma linguagem acessível e esclarecedora, a qual enquadrou a Europa quanto ao seu posicionamento de Defesa, num tempo em que a China está apostada em conquistas. Também, decidiu dedicar um espaço à presença das Forças Armadas portuguesas em teatros de guerra, actualmente, assim como em acções humanitárias.

Não sei bem o que certas pessoas pensam de como gerir o tempo de uma conferência e, também, de como se apresentarem sem estragar e desmantelar o que poderia deveria ser uma iniciativa que pudesse ter deixado, pelo menos, os alunos com o maior interesse sobre um tema que nos deve preocupar como Cidadãos da Europa e de Portugal. Convêm estarmos atentos aos movimentos da história actual e de a situarmos com os episódios do passado, quando o nosso País decidiu conquistar os Mares e os caminhos do Mundo.

Não quero acreditar que a conferência tenha sido perdida por quem quis ter protagonismo e que não soube dar espaço a que pudéssemos aprender mais e melhor.

Esta gente que depende da política e de certas vaidades... é que não deixa voar quem, e neste tempo, precisa. 

Imagem retirada da net

António Barreiros