O Amor e o Tempo.

Saudades, pelo tempo, já desbotadas,
do tempo em que a vida nos juntou,
com o decorrer do tempo,  apagadas,
se continuar, o tempo que nos separou.
Desde que  foste, procurei tuas pegadas,
com aquela força que a saudade motivou,
não cansei de ver nos caminhos e estradas
imagináveis, se ali o teu lindo corpo pisou.
 
Não posso, não consigo, algum dia imaginar
por sorte, destino, ou teu querer, vais voltar,
ainda volto àquele Jardim onde me deixaste,
 
espero lá por ti, até, enquanto, o tempo durar,
com condição do tempo não mais nos separar,
esquecido o tempo de algum outro que amaste.
Edgard Panão
 
( in, Poesia arcaica Coimbra )
Imagem: Jardim da Sereia (net)

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