ORFEÃO ACADÉMICO DE COIMBRA

 

 

 

 

 

ORFEÃO ACADÉMICO DE COIMBRA

O Orfeon Académico de Coimbra (OAC) é o coro mais antigo de Portugal em actividade e um dos mais antigos da Europa. É também um dos oito Organismos Autónomos da Associação Académica de Coimbra, sendo ainda anterior à formação desta.

Com mais de uma centena de anos, o Orfeon Académico de Coimbra brota juventude. Constituído essencialmente por estudantes de todas as Faculdades da Universidade de Coimbra, encontra-se em permanente empenho para manter e continuar a construir esta longa e gloriosa História.

Nasceu a 29 de Outubro de 1880, com 60 coralistas e com o nome de "Sociedade Choral do Orpheon Académico", sob os auspícios do temperamento artístico do estudante de Direito João Arroyo. Fez a sua primeira apresentação ao público a 7 de Dezembro do mesmo ano, no Teatro Académico Príncipe Real, em Coimbra, por ocasião das comemorações do tricentenário da morte de Camões.

 

O espírito republicano que presidiu às referidas comemorações - a que aderiram nomes como Teófilo Braga e Antero de Quental - foi imbuído de todo um culto que ofereceu ao recém-criado Orfeon a oportunidade de se projectar. Preocupado em trazer a público autores contemporâneos, João Arroyo, com uma visão inovadora, mostrou pela primeira vez em Portugal a grandiosa música de Wagner.

Em 1911, o OAC actuou no Trocadero, em Paris, naquela que foi a sua primeira digressão ao estrangeiro.

 

A epopeia das grandes viagens, bordada com a Academia, conduziu o Orfeon por todo o mundo. Na Europa, apresentou-se em Itália, Alemanha, Holanda, França, Hungria, citando alguns exemplos; mas esteve também presente no continente Americano, actuando no Canadá, EUA e Brasil; em África, em países tão diversos como África do Sul, Angola e Moçambique; e na Ásia, da qual é exemplo o Japão.

 

No território nacional já cantou um pouco por todo o continente e ilhas. Representou Portugal ao mais alto nível no Festival Europália 91, na Expo'98, na UNESCO, e foi o primeiro coro português a cantar na Basílica de São Pedro.

Vão umas imagens de um dos 2serões de gala” que promoveu e em que actuou, desta feita em 1929. Era constituído – e foi-o até há poucos anos – exclusivamente por homens, o que lhe transmitia uma forte singularidade no campo artístico mundial.

Raposo Marques foi um dos seus grandes e mais respeitados maestros.