Pagou? E depois?

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Imagem retirada da net

Diz-se em surdina nos corredores mais profundos da ancestral Universidade de Coimbra que “O Reitor pagou as propinas para a namorada fazer um doutoramento na Universidade do Minho”.

Num mundo onde a sensatez impera e as boas maneiras são uma constante, e num cenário de gente muito pudica, a notícia caiu que nem uma bomba atómica, arrasando tudo em seu redor.

A sério: só por brincadeira ou inveja o boato – ou notícia verdadeira, que o seja – o “alarme” pode ter algum interesse, pois cada um é cada qual e come do que tem que comer e bebe do que tem a beber. O Ponney não morre de amores pelo Magnífico, e não conhece a sortuda. Isento como ele sabe ser, o nosso jornal questiona a autoria do boato – ou da notícia anónima – e os porquês dele nesta altura do campeonato.

Convenhamos, todavia:

- Foi o Reitor quem pagou ou foi a Universidade?

Se o “pagamento” foi legalmente autorizado, nada a opor, independentemente de as relações serem laborais, laboratoriais ou contabilísticas

Se, por disposição demoníaca, o caso ultrapassa o das relações laborais e mete cupidos, santos antónios ou duendes e outros génios do prazer, então o facto muda de figura, porque quem quer tem de valer, e para valer tem de corresponder: alugar ou vender o corpo não é proibido, e, na maior parte das vezes, mais rendível que alugar a mente.

E como isto de mente, mais ou menos potente ou mais ou menos desaparafusada, e mente bem ou mal está na moda, vamos lá a ver em que isto tudo vai dar. Se, óbvio, der… mais que o que já deu.

Haja alegria; toca a tirar do molho a fantasia; que a porcaria é a universidade de Coimbra pagar um doutoramento de um seu funcionário numa outra universidade portuguesa…