Reabilitação humana
Reabilitação humana
Sejamos claros: reabilitação humana não é o mesmo que reabilitação urbana, mas podem completar-se.
Coimbra quer-se limpa do lixo que lhe “enfeita” as ruas menos expostas aos visitantes, e até outras mais conhecidas. Ainda hoje, sexta-feira, funcionários da câmara, ou por ela contratados, andaram a cortar a relva que cobria os passeios do que vai ser o percurso do cortejo carnavalesco. Só que ali perto, muito perto, há ruas em que os passeios estão uma vergonha, tanta a relva, alguma já malcheirosa, que os cobre.
Enfim!
Na perspectiva de Vítor Marques, presidente da Agência para Promoção da Baixa de Coimbra (APBC), quando a reabilitação urbana se faz sentir no terreno, a reabilitação humana faz-se também sentir procurando novos poisos: é o que acontece no centro histórico de Coimbra; ou pelo menos devia acontecer.
O Terreiro da Erva do amigo Reis está “novo”, arejado, respirável, mas não tanto quanto se deseja, pois o problema social que por lá persiste – droga e prostituição – não foi resolvido: mudou para montante e para jusante, mas continua a reflectir-se no terreiro.
Com uma ajudinha de todos os interessados – menos dos que defendem o status quo – o problema pode erradicar-se da zona.
Será que há boas vontades para isso?
