Romaria do Espírito Santo
Romaria do Espírito Santo
Desde quando? A romaria do espírito Santo, que anima Santo António dos Olivais, perde-se nos tempos, talvez de muito mais de um século.
A de hoje não é igual à de ontem, e a de ontem também diferente da de anteontem para já não falar da de trasantontem (ou trasanteontem). Em que os divertimentos e as bugigangas ao dispor dos utentes e compradores eram seguramente distintos.
Fique para trás o passado em que, à falta de melhor divertimento, a miudagem e a “graudagem”, que, no fim da festa descia dos Olivais até à baixa, se entretinha a “melodiar” as campainhas das portas e a fazer levantar os mais descuidados proprietários adormecidos.
Era uma festa na festa, e durante a festa.
Este ano, e à semelhança dos anteriores, o largo fronteiro à igreja dos Olivais, engalanou-se. O espaço é, não se duvide, muito inferior ao de há alguns largos anos, mas mesmo assim, ainda “aguenta” com carrosséis e outros divertimentos; e, principalmente, barracas de comes-e-bebes e de venda de produtos vários, principalmente artesanato.
Vale a pena visitar a “exposição” e levar a família completa, pois há “mercadoria” e divertimentos para toda a gente, e ainda sobra.
Convém não esquecer a prova de umas “farturas”, quentinhas, a saltitar da frigideira para a goela do freguês, ou umas bifanas ou, até, umas sardinhas assadas. Tudo isto bem acompanhado por uns tintóis ou umas bejocas, se se é consumidor destas bebidas alcoólicas “inofensivas”.
E, para relembrar hábitos antigos, vá de, no percurso para casa, tocar umas boas campainhadas…
