Também a mentira faz parte do ADN do PS?

 

José Manuel Silva, vereador pelo movimento “Somos Coimbra”,  disse na última reunião camarária, que Manuel Machado mandou apagar a gravação da primeira sessão do actual executivo da CMC ao perceber não ter razão no âmbito da polémica entre os dois autarcas.

“A audição da gravação provou que tenho razão e que os vereadores de ‘Somos Coimbra’ não estavam distraídos”, a 31 de Outubro de 2017, por ocasião da votação sobre o Regimento da Câmara conimbricense, declarou anterior bastonário da Ordem dos Médicos,

O vereador insiste que ele e Ana Bastos votaram contra e que, “por isso mesmo”, embora seja isso a constar da acta, o presidente da Câmara Municipal de Coimbra não disse tratar-se de um instrumento aprovado por unanimidade,

O gabinete da Presidência da Câmara de Coimbra  - a voz do dono - considerou que Silva faltou à verdade ao acusar, anteontem (07), Manuel Machado de “falsificação consciente de uma votação”.

Segundo um comunicado divulgado pela Assessoria de Imprensa da autarquia, o líder do movimento ‘Somos Coimbra’ “não tem razão nem fala verdade”.

“À intervenção, pormenorizada e fundamentada, feita pelo movimento, demonstrando como Manuel Machado e Carlos Cidade falsificaram conscientemente uma votação, a Câmara respondeu como esperado e como podia”, alega o líder de “Somos Coimbra”.

Para José Manuel Silva, “os factos provam, no entanto, inequivocamente, quem mente”. Segundo ele, “essa foi a razão de, contra as mais elementares regras da democracia e da vontade de apuramento da verdade, haverem Manuel Machado e Carlos Cidade mandado prepotentemente apagar a gravação, cujo teor faria prova definitiva do que se passou”.

“Ao terem recusado que a gravação fosse ouvida, quiseram [os dois autarcas do PS] calar a verdade”, acrescenta o vereador, em cujo ponto de vista a recusa de um requerimento formal para a gravação não ser apagada configura “um claro acto demonstrativo de má-fé”.

Para José Manuel Silva, “agora, perante a existência de uma cópia da gravação, que não deixa margem para dúvidas de que o Regimento da CMC não foi aprovado por unanimidade, [Machado e Cidade] ignoram a sua existência e refugiam-se na demagogia”.

Segundo a Assessoria de Imprensa da CMC, é importante “relevar que o procedimento adoptado em relação à gravação” consistiu em efectuar a “sua destruição, logo no dia seguinte à aprovação da [correspondente] acta”.

“Claro que, com humildade, admitimos que pudesse ter havido uma distracção da nossa parte – foi por isso que quisemos ouvir a gravação; se o erro houvesse sido dos vereadores do movimento ‘Somos Coimbra’, teríamos de o assumir com respeito democrático”, assinala o vereador do “Somos Coimbra”.

“Afinal, a cópia da gravação prova que quem não estava atento era o Sr. presidente da Câmara e que quem manipulou ostensivamente o resultado da votação (…) foi a maioria socialista da autarquia, sem qualquer respeito pelas mais elementares regras da democracia”, conclui José Manuel Silva, reiterando o apelo para Manuel Machado e Carlos Cidade renunciarem aos cargos.

O PS faz da mentira uma das suas melhores armas. Contudo, há quem nele acredite.

CMC.png