Temos de ser capazes de rir de nós.

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Para desgraça, bem chega a dos outros. Isto de andar a chorar pelos cantos e a lamentarem-se em público não resolve nada. Antes pelo contrário, vai dar vontade de rir aos outros.

O optimismo é meia cura e em dose reforçada não há maleita que nos deite abaixo.

A vida é a cores. Deixemos o preto e branco.

Na minha paleta o preto não tem lugar. Suja todas as outras e tira alegria à obra. Até o preto pinto de outras cores!

Nós até somos um povo sortudo apesar das más noticias, que o são só porque alguns querem que sejam. Pensem bem: O que de pior pode acontecer? - Morrer.

E depois, isso já não é certo? Depende de nós rirmos enquanto não acontece ou passarmos a vida a chorar à espera que aconteça.

Aposto que até Deus se ri disso! É que é preciso ter um senso de humor fantástico para dar a vida a alguém em troca da sua morte. Não é para rir? Claro que é!

Ter medo de quê? Não adianta ter medo de nada mesmo que tudo nos assuste. Façam cara feia ao susto rindo-se dele. Vão ver que desaparece.

Chorar porque dói também não cura a dor. Mas cantar espanta-a!

Como canto pior que um burro a zurrar, rio-me em vez de chorar. É, rio-me tanto que até me vêm as lágrimas aos olhos. Mas não choro. A raiva impede-me.

Há quem se sinta infeliz e procure a felicidade no que não tem, quando ela está presente em nós e em sabermos encontrá-la. Basta não comparar a nossa situação com a dos outros. Nada de ficar triste com a fortuna de alguém que devia ser nossa, ou felizes porque estamos melhor que o vizinho.

Pareço um padre. Até me dá vontade de rir porque sou o contrário de tudo o que escrevo, tal como a maioria deles que fazem o inverso do que falam. Aliás, isso acontece com todos os "pastores" que falam em nome do dono do rebanho, à custa do qual se governam.

São esses que nos põem a chorar em nome dos nossos pecados que eles inventam enquanto riem dos que choram o sofrimento infligido.

Deus deu-nos o dom de rir e a possibilidade de sermos felizes, assim como o de chorar e vivermos amargurados pelo medo da morte.

Desta, não temos como fugir. Das outras, podemos escolher.

José Eliseu