UNIVERSIDADE: ASSOCIAÇÃO PROTESTA CONTRA MISSA

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Uma Associação sem fins lucrativos - pode ler-se num comunicado - mas não possibilitando (pelo menos na que me chegou) o acesso a uma identificação mais precisa, a que me (nos) poderia dar os contornos ou o nome correcto da dita-cuja, inflama-se contra o facto de, no Dia da Universidade de Coimbra (1 de Março) estar prevista a celebração de uma missa.

Por um lado, valha-nos a Santa ignorância desta gente e da respectiva Associação.

Por outro, diz bem de como a esquerda lida mal com a democracia, com a liberdade que assiste aos outros e, também, com a história e com a tradição de uma Instituição secular, a Universidade de Coimbra.

Não se mostra plausível e demonstra uma falta de seriedade intelectual sem precedentes, essa Associação ter vindo a público tentar, através de um comunicado popularucho, que a Universidade arredasse do programa das festas, do Dia da Instituição, um acto religioso. Podia apelar ao boicote à missa, mas pretender retirá-la do conteúdo da festa universitária cheira a autoritarismo e a encomenda política.

A Universidade de Coimbra, como teriam de saber os subscritores desse protesto escrito, deve muito à Igreja Católica, porquanto, e nos seus primórdios, foi essa confissão religiosa que lhe deu substracto e vida, nos Colégios da R. da Sofia.

Quando qualquer Associação, e sem fundamentos, perde de vista a história, está a falhar e demonstra a sua linha de pensamento e de actuação.

Uma Universidade com séculos, com pergaminhos, com tradições de centenas de anos e com cultura própria, ancorada na Igreja Católica, não pode riscar da sua génese e do seu percurso, uma cerimónia que é uma marca da sua existência.

Diz a dita-cuja Associação que "a inclusão de uma missa católica na cerimónia é um acto de sectarismo contra os que não se inserem na comunidade cristã".

Só vai à missa quem se identifica com a fé cristã. Os outros, como estes do comunicado, podem dormir mais uma hora, da parte da manhã, porque ninguém os obriga a tamanho sacrifício, o da litúrgia da palavra. Aliás, nem devem saber do que se trata. Os seus rituais materialistas, e ainda bem, fogem da cruz e da linguagem mística de se ser crente e de se ter fé... Quem não comunga com esse ideário que vá a outras “missas”.

Assim sendo, o sectarismo não se evidencia.

Este tipo de gente é que se mostra sectária, intolerante, anti-tudo e tenta intoxicar, com a sua propaganda, a opinião pública.

Um grupelho deste género é dos que, e se pudesse, nos ponha, mas a todos, a pensar como eles, sem apelo nem agravo, obrigando-nos a esquecer a história gloriosa de Portugal, independentemente de um ou outro acontecimento menos feliz e, também, de uma ou de outra figura que não enobreceu a Pátria.

É este tipo de cantilena que despedaça o País, envenena as ideias e acaba por trazer a divisão das pessoas. Infelizmente temos concidadãos que tentam, por obra e graça de certas correntes político-partidárias, escaqueirar e desordenar as nossas matrizes sociais, nacionais, históricas e universitárias...

Pelo andar deste tipo de carruagens...acabaríamos com tudo, mesmo com certos laços que nos identificam, como povo e como Nação milenar.

António Barreiros