Vem aí a Queima
A Queima já tem data marcada: 5 a 12 do Maio que, esperamos, vem já aí.
Sou praxista. E o dia do cortejo, par mim, foi sempre “feriado” mundial; era o dia em que nem uma pontinha de má disposição se atrevia a vir atacar o físico e muito menos o espírito.
A praxe da UC, obviamente, era muito diferente das copiadas pelos alunos das universidades de pacotilha: era! Porque hoje, porque praticada por mandões imberbes para quem civismo e educação nada dizem, está contaminada por palavrões e cenas chocantes.
Estou certo, contudo, de que a praxe em Coimbra vai voltar à sua pureza, que, sim, ajudava os caloiros a ambientar-se, abrindo-lhes os olhos para a vida, dando-lhes novas perspectivas; era uma praxe brincalhona, espirituosa, uma praxe que não machucava a dignidade de ninguém. Fazia sonhar e rir. Criava ambientes de solidariedade, amizades para sempre.
Respeitava-se e era-se respeitado. O uso normal da capa e batina impõe-se novamente: é um símbolo de afirmação dos estudantes, que com fitas e grelos ao vento, dão colorido à “alma mater conimbricensis” e à cidade, que foi, é e será sempre dos estudantes.
Vou continuar praxista! A defender a verdadeira praxe em Coimbra.
