À beira do abismo
Não riam! A Académica está em risco de descida, não directa, que esta está reservada a três equipas, mas de ter de lutar no outro grupo de apuramento.
Quem viu a académica e quem a vê. Uma equipa sem chama, destroçada, sem fio de jogo, sem os atletas saberem o eu fazer em campo.
É duro!
Felizes devem estar aqueles mais lagartos que académicos, que, tendo deixado a Académica num momento muito difícil, se vangloriavam, abraçavam e quase beijavam quando a Académica perdia. Lembramo-nos deles. Lembramo-nos dos que os começaram a acompanhar, insultando e tentando passar rasteiras aos que lhes sucederam para que a Briosa não tivesse acabado.
Foi duro ter de suportar tal gente sem escrúpulos, vaidozecos do nada, parasitas da sociedade. Até que chegou a sua hora de “glória”: a queda da Académica na II Liga.
Ufanos, choraram e riram de alegria. Riram, mas outros choraram, tristes, a queda na divisão secundária.
E adora que pensarão os que tudo fizeram para destroçar a Académica’
Não, não há desculpas. O presidente eleito há meses, já se foi. Antes dele esgueirou-se um prédio, um símbolo da Briosa, da luta titânica de uns tantos em 75 para que a Académica continuasse viva; um prédio cujo contorno da venda ninguém entende.
Com um pouco de sorte, a Académica poderá manter-se. Todavia, aconteça isso ou não, para manter viva a Briosa e vivas as esperanças de regresso à I Liga, só uma direcção forte, capaz de angariar fundos em suficiência, o poderá fazer.
Entendem? Não é com os neocamarotistas que se vai lá… ao invés, gente de trabalho e de posses pode fazê-lo acontecer.
