Académica vs Varzim

Eureka! A Académica ganhou, regozijemo-nos. Mais três pontitos cantam no bornal da caminhada em busca de um lugar ao sol no cimo da montanha classificativa.

O Ponney relincha de satisfação, como é óbvio, mas...

A Académica tem um lote de jogadores, que, na quase generalidade, estão tecnicamente acima da vulgaridade da II Liga.

Vê-los em campo, a gizar jogadas de abrir o olho, é um deleite para o espírito; todavia, causa desprazer assistir ao “tudo ao molho” em que os jogadores se “distribuem” no centro de terreno, não tirando partido da largura do campo.

É certo que, a defender, não há outra hipótese – há, mas é preciso muito treino – uma vez que os adversários, que treinam, em casa, em campos mais estreitos, têm tendência – e só assim sabem jogar!... – para se concentrarem; mas, quando no ataque, a equipa da Académica tem de explorar as alas e abrir espaços para os goleadores fazerem o gosto ao pé ou à cabeça como sucedeu contra o Varzim.

Não foi um jogo bonito  mas,  pelo menos a espaços, foi empolgante.

Bonito, bonito, foi ver a quantidade de jogadores portugueses que a Briosa teve em campo, e, outrossim, a capacidade de sofrimento dos briosos atletas.

Ressalve-se, ainda, que dos três tentos marcados pela Briosa, dois foram da autoria de Rui Miguel e Tozé Marreco, ex-jogadores que andaram durante uns anitos afastados da associação em que debutaram.

Acreditem ou não, com um treinador a sério a equipa ia longe, E assim pode ser que também vá. Haja sorte, que qualidade não falta.