Acompanhando a Académica

ACOMPANHANDO A ACADÉMICA 

A académica tem sido, e vai continuar a sê-lo se Deus nos der vida e saúde, a “menina dos olhos” d’ O Ponney.

Não votei na actual direcção da Académica, porque na altura, estava no estrangeiro. A votar, todavia, fá-lo-ia de modo negativo, riscando nomes que me parecem indignos de figurarem como dirigentes da Briosa.

Não considero Costinha um treinador capaz de promover o regresso da equipa à I Liga.

Com estes condicionantes, tentei encontrar alguém que me fizesse o jeito – melhor, fizesse o jeito a O Ponney – de “acompanhar” a Académica semana a semana ou dia-a-dia. Toda a gente a quem me dirigi torceu o nariz... Por isso cá estou eu a retomar a rubrica que durante dezenas de anos mantive nas edições do jornal em papel, o jornal que o saudoso Taxeira apregoava com gosto anunciando sempre, e sempre,

“Olh’ó Ponney,

!Quem quer comprar o Ponney,

traz o Benfica à rasca”!,

ainda que o Benfica não jogasse com a Briosa. Mas ele lá tinha aquela “pressão” de antipatia que nos andava a moer e a remoer desde o ano da década de sessenta em que, com a ajuda do “sistema”, o Benfica se sagrara campeão e a Académica, merecendo o primeiro, ficara em segundo lugar.

Tempos idos mas não esquecidos!

Para se sagrar campeão da II Liga – ainda não percebi se é assim que se chama – a Académica não pode perder nenhum jogo em casa nem nenhum ponto fora. Isto é: em casa tem de ganhar sempre, e fora não pode perder nenhum jogo.

Para mal dos nossos pecados, e dando um passo em falso, a Académica perdeu em casa o jogo contra o açoriano Santa Clara. Perda de monta, entenda-se, pelo que escrevemos já.

A casa estava bem composta, o público expectante, bem-disposto e a apoiar. Portanto, não foi por falta de apoio que a Académica perdeu. Não. E também não por causa do calor, muito, mas que afectou igualmente as duas equipas. O que esteve em confronto foi uma equipa, o Santa Clara, e uma manta de retalhos em que, parecia, ninguém atinava com a função que lhe competia, ou devia competir.

As pessoas do meu tempo lembram-se bem das táticas de Óscar Montez, tácticas do TM – Tudo a Monte! – em que cada um jogava como queria e lhe apetecia. Hoje lembrei-me delas, e das de Juca quase no mesmo sentido.

Foi triste ver os atletas em campo sem saber o que fazer, sem uma jogada delineada, sem passos acertados e muito mais coisas, inclusive ver com desprazer um defesa a “cobrir” o adversário “por fora” em vez de o fazer “por dentro”. Não vi um meio campo de luta, fisicamente capaz de suportar os embates dos adversários, de meter o pé e a cabeça. Não vi um distribuidor capacitado, e não descortinei Pedro Nuno, para mim um atleta de eleição e precioso para as manobras de qualquer equipa.

Não quero alongar-me mais, pois este foi o primeiro jogo que vi, mas lá que fiquei muito apreensivo, fiquei.

A bem da Académica, espero estar enganado nos meus medos. Aguardemos.

ACADÉMICA, SEMPRE.

A-CA-DÉ-MI-CA

ACA-DÉ-MICA

ACADÉMICA

ZEQUE