Acompanhando a Académica

 

 

ACOMPANHANDO A ACADÉMICA 

Quatro em quatro. Uma boa média. A fazer um por jogo, com alguma felicidade a Académica não descerá de divisão.

Não, não estou a brincar. Num apontamento, afirmei que a Académica, contra o Santa Clara, havia feito um jogo fantástico com a táctica do TM, isto é, traduzido graúdos, Tudo a Monte, um sistema de jogo inventado pelos liceais nos jogos de pares contra ímpares de cada turma.  O certo é a táctica de Costinha deu bom resultado e a Briosa só foi derrotada por dois a zero, uma mingança, pois, segundo opiniões que se ouvem por aí, imanadas dos responsáveis e emanadas pelos canais engajados, uns, e alapados, outros, os atletas contratados com vista à subida inequívoca estão a não corresponder minimamente.

No jogo seguinte, contra o Penafiel, a equipa voltou a falhar. Mas, que diabo, é para isso que servem, pois, não fora assim, o treinador não tinha culpados. Aliás, mais que por falta do querer que tanto perturbou Costinha, a equipa até se portou muito bem: perder por um sempre é melhor que perder por dois, ou por três, ou por “n”, um “n” que não é potência, antes falta delas.

Mais fresquinho nas ideias está o jogo contra o Portimonense, em casa, em que, como em todos os outros não é permitida a perda de qualquer ponto, seja qual for o adversário; isto se a equipa quiser regressar à I Liga.

Foi um jogo fantástico, isto é, cheio de fantasias. A Académica com onze atletas – alguns bem pouco – e acabou com o mesmo número, enquanto o adversário começou com onze e acabou com dez. Neste aspecto, portanto, ganhou a Académica por onze a dez. Todavia, o resultado que importava ficou em branco para os dois lados, o que pôs a Briosa numa situação da cor das camisolas, negra, negra.

Temos de convir que a táctica evoluiu: o famoso TM deu origem a um simpático 1 – 4 – 2 – 2 – 2, de tal modo distribuído, que no meio campo do ataque havia um lago enorme em que os atletas, sem saberem o que lhes competia fazer, e com medo de mergulhar, se guardavam uns aos outros, atropelando-se, abrindo autoestradas em que a defesa lá foi conseguindo impor limites de velocidade e troços de stop...

Amanhã, domingo, mostra-se no estádio que, penso, ainda se chama EFAPEL, a equipa irmã do infortúnio da descida.

Os madeirenses costumam fazer a vida cara à malta, mas os sócios esperam um bom resultado. Torna-se necessário uma afirmação forte da equipa, sem quaisquer desculpas. Ganham, TRABALHEM!

Aguardemos.

 

A-CA-DÉ-MI-CA

ACA-DÉ-MICA

ACADÉMICA

SEMPRE E SÓ!

ZEQUE