ASSIM, SIM

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A sexta vitória nas últimas oito jornadas da II Liga deixou, provisoriamente, a Académica no sexto posto e a sete pontos dos lugares de subida.

Já se sabia que este não seria um jogo fácil para a Académica. Uma baixa de peso marcava-o. Não era uma baixa no 11 inicial, nem no plantel ou no staff técnico. Era uma baixa nas bancadas, onde já não estava Bernas, um dos que mais apoiava a Briosa e que, aos 20 anos, viu serem-lhe retirados, num acidente de carro, sonhos, ambições e desejos. Um deles seria, certamente, a vitória da sua Briosa frente ao Cova da Piedade. Que se concretizou.

A Académica, à semelhança do que tem conseguido fazer nas últimas semanas, conseguiu impor-se no terreno de jogo e empurrou o adversário para o seu terço defensivo. Mesmo privada de uma baixa nas bancadas (atenuada com muita alma da Mancha Negra, refira-se) e de outra no campo (a lesão de Brendon obrigou João Alves a utilizar Traquina como lateral direito), a Briosa ditou leis no primeiro tempo.

Ricardo Dias era a base sólida de um meio-campo que, a espaços, conseguia abrir espaço para a velocidade de Romário Baldé e Júnior Sena, os mais desequilibradores. Foi, aliás, este quem assistiu para o golo inaugural, conseguido aos 22 minutos: canto batido ao segundo poste, onde apareceu Hugo Almeida a finalizar… à ponta de lança.

O golo teve o condão de sossegar o jogo. A Académica tratou de impor um ritmo mais lento e o Cova da Piedade não conseguiu reagir até ao intervalo.

O regresso dos balneários não trouxe nada de novo. O Cova da Piedade, reforçado no ataque pela entrada de Ronaldo Tavares, falhava na conexão meio-campo – ataque, e a Académica, segura no seu meio-campo, explorava os espaços que o adversário deixava nas costas. Foi desta forma que, numa primeira instância, Hugo Almeida esteve perto de bisar e que, depois. aos 55 minutos de jogo, Júnior Sena ampliou a vantagem para 2-0 a favor da Briosa.

O segundo golo dos estudantes teve, outra vez, efeitos no jogo, favoráveis desta vez ao seu adversário que passou a abordar os lances com maior agressividade, aproximando-se, assim, com critério, da baliza adversária. Miguel Rosa esteve em destaque neste particular e esteve perto do golo em duas ocasiões. Valeu, à Académica, um corte de Zé Castro sobre a linha de golo e, mais tarde, uma grande defesa de Peçanha em resposta a um livre direto.

A reacção do Cova, porém, foi sol de pouca dura e a superioridade táctica dos estudantes materializou-se  em mais um golo. Júnior Sena (outra vez) descobriu Romário Baldé solto na direita e este, isolado, não desperdiçou. Na sequência do lance, Rafael Amorim é expulso e, aos 70 minutos, o jogo terminou: a Académica controlou os instantes finais a seu bel-prazer, e só Miguel Rosa (outra vez) conseguiu causar intranquilidade. Todavia, o guarda-redes da equipa sulista ainda evitou o quarto golo da Briosa, aos 88 minutos, ao defender com a perna um remate de Júnior Sena, um dos melhores em campo.

 

Jogo no Estádio Cidade de Coimbra.

 

Académica - Cova da Piedade, 3-0 (ao intervalo: 1-0)

Marcadores: (1-0, Hugo Almeida, 22 m; 2-0, Júnior Sena, 55; 3-0, Romário Baldé, 70).

Equipas:

- Académica: Peçanha, Dias, Yuri Matias, Zé Castro, Mike, Guima (Ki, 80), Reko, Traquina, Romário Baldé (Marinho, 83), Júnior Sena e Hugo Almeida (Djoussé, 75).

 

- Cova da Piedade: Moreira, Coronas (Rodrigo Martins, 28), Amorim, Sori Mané, Evaldo, Cele, Pereirinha (Ronaldo, 46), Chen (Gonçalo Maria, 82), Ballack, Hugo Firmino e Miguel Rosa.

 

Árbitro: Vítor Ferreira (AF Braga), com uma arbitragem segura, sem problemas de maior.

A-CA-DÉ-MI-CA

ACA-DÉ-MICA

ACADÉMICA

BRRIOOOOOSAAAAAAAAAAA

Imagens: AAC/OAF e Bola na Rede