BRIOSA SEMPRE
E ontem foi Briosa!
Vá lá saber-se porquê, estive a ouvir o relato do jogo com uma calma pouco habitual, à que tenho, a ouvir a rádio ou a ver na TV. É inexplicável tamanha calma, não tenho mesmo palavras para o dizer de outra forma. E decidi que ia ouvir até ao fim, acontecesse o que acontecesse!
Acontece também que os relatos da RUC não me divertem assim tanto! Até me irritam. Mas fiquem tranquilos rapazes da RUC: deve ser da idade. Da minha; não da vossa. Aquela pronúncia do Norte até foi gira, eu gosto bem dela, mas não abusem.
Em certos momentos, fui capaz de ver o que se estava a passar em campo! Percebi que a Académica teve algumas boas ocasiões para enfiar a bola na baliza e o meu subconsciente a provocar-me “quem não marca…” É uma chatice estar a funcionar com muitos sentidos ao mesmo tempo! Mas isso agora não interessa nada. Nem me mexi quando foi golo. Fiquei quietinha e a não querer saber do que se passava cá dentro. Caramba, é sempre a pior fase, a que vem a seguir. Sem nada para ir roendo, custa mais.
E nem vão acreditar… Acabou o jogo e eu, inchada de gozo, fui para a rua, respirei fundo, orgulhosa dos meus queridos Rapazes de Preto, da Mancha, dos que vão a todas em prol da Académica, de um bom almoço fora de portas e de um bom convívio, e fui-me ao lanche! Brioso, adocicado, imponente. Foi isso tudo e muito mais que não é para aqui chamado.
Hoje li os jornais. Penso que tudo o que pensei – exacto! – durante o relato não andou muito longe das análises de quem viu o jogo.
“Duas partes distintas por parte da Briosa com a primeira a ser mais bem jogada em termos de oportunidade de golo; e a segunda, com maior contenção e organização por parte das equipas, a ser disputada com mais lances divididos. O jogo era, claramente, para quem fizesse um golo”. Pronto: “Uma Traquina razão de vencer” como diz o Diário de Coimbra.
E, por fim, a minha nota pessoal. Há alguns jogos atrás, vi a dupla João Real/Yuri fazer um jogo excelente. O João Real é um Senhor e acho que até falei, na altura, de como estavam bem conjugados os dois centrais. (A Académica tem tido duplas fabulosas naquela posição!) Ontem, de novo, uma brilhante tarde de grande entrosamento e solidez para ambos. Gostaria muito que se mantivesse, mas isso sou só eu a falar. O treinador é outro.
Já agora, sintamo-nos tristes por alguém que após vencer uma eleição com grande vantagem de votos, não tem mais nada para dizer do que uma frase intestina, fruto da maneira de ser irresponsável e medíocre dos principais responsáveis do futebol em Portugal. Temo que seja isso mesmo que lhes dá votos. Não é, pelo menos, um bom augúrio.
Vá lá saber-se porquê, estive a ouvir o relato do jogo com uma calma pouco habitual, à que tenho, a ouvir a rádio ou a ver na TV. É inexplicável tamanha calma, não tenho mesmo palavras para o dizer de outra forma. E decidi que ia ouvir até ao fim, acontecesse o que acontecesse!
Acontece também que os relatos da RUC não me divertem assim tanto! Até me irritam. Mas fiquem tranquilos rapazes da RUC: deve ser da idade. Da minha; não da vossa. Aquela pronúncia do Norte até foi gira, eu gosto bem dela, mas não abusem.
Em certos momentos, fui capaz de ver o que se estava a passar em campo! Percebi que a Académica teve algumas boas ocasiões para enfiar a bola na baliza e o meu subconsciente a provocar-me “quem não marca…” É uma chatice estar a funcionar com muitos sentidos ao mesmo tempo! Mas isso agora não interessa nada. Nem me mexi quando foi golo. Fiquei quietinha e a não querer saber do que se passava cá dentro. Caramba, é sempre a pior fase, a que vem a seguir. Sem nada para ir roendo, custa mais.
E nem vão acreditar… Acabou o jogo e eu, inchada de gozo, fui para a rua, respirei fundo, orgulhosa dos meus queridos Rapazes de Preto, da Mancha, dos que vão a todas em prol da Académica, de um bom almoço fora de portas e de um bom convívio, e fui-me ao lanche! Brioso, adocicado, imponente. Foi isso tudo e muito mais que não é para aqui chamado.
Hoje li os jornais. Penso que tudo o que pensei – exacto! – durante o relato não andou muito longe das análises de quem viu o jogo.
“Duas partes distintas por parte da Briosa com a primeira a ser mais bem jogada em termos de oportunidade de golo; e a segunda, com maior contenção e organização por parte das equipas, a ser disputada com mais lances divididos. O jogo era, claramente, para quem fizesse um golo”. Pronto: “Uma Traquina razão de vencer” como diz o Diário de Coimbra.
E, por fim, a minha nota pessoal. Há alguns jogos atrás, vi a dupla João Real/Yuri fazer um jogo excelente. O João Real é um Senhor e acho que até falei, na altura, de como estavam bem conjugados os dois centrais. (A Académica tem tido duplas fabulosas naquela posição!) Ontem, de novo, uma brilhante tarde de grande entrosamento e solidez para ambos. Gostaria muito que se mantivesse, mas isso sou só eu a falar. O treinador é outro.
Já agora, sintamo-nos tristes por alguém que após vencer uma eleição com grande vantagem de votos, não tem mais nada para dizer do que uma frase intestina, fruto da maneira de ser irresponsável e medíocre dos principais responsáveis do futebol em Portugal. Temo que seja isso mesmo que lhes dá votos. Não é, pelo menos, um bom augúrio.
Esmeralda Maria Antas
(Coluna de Ricardo Castanheira nas Beiras: na Argentina, desde 2013, nos “dérbis”, só há assistência com os “donos da casa”! Convém não seguir tão frustrante exemplo.)
(Coluna de Ricardo Castanheira nas Beiras: na Argentina, desde 2013, nos “dérbis”, só há assistência com os “donos da casa”! Convém não seguir tão frustrante exemplo.)
