Depois queixem-se

Depois queixem-se

Para além de ver os jogos, pouco me tenho preocupado com as tricas e baldrocas que por aí se assacam à direção da Académica. Mas, bem vistas as coisas, e pelo que nos vai chegando, pensa-se que reina uma grande desorientação na equipa directiva da Briosa.

Nunca entendemos, e já aqui o expusemos, como é que um indivíduo que nem gosta de futebol, se candidatou a presidente e como conseguiu levar consigo meia dúzia de inexperientes em gestão desportiva, que fazem o que podem, e o que podem a gente não sabe.

Um presidente que ia recuperar valores, dizia-se. Ou desbaratar? - perguntamos nós.
Não se recuperaram valores, porque eles nunca se perderam; desbarataram-se porque se vendeu, mal, um prédio, activo físico e sentimental. Porquê e para quê, não sabemos. O que corre por aí é que os atletas têm os ordenados quatro meses, e alguns funcionários bem mais.

 E não vai ficar por aqui, acreditamos.

Impoluta, a direcção da Académica fez queixa ao “ministério da educação”  por o ex-presidente ter sido eleito delegado à assembleia geral da FPF, em virtude de ter sido condenado por “corrupção”. Claro que, em “resposta” – e quem não se sente não é filho de boa gente, e ele é! -  José Eduardo Simões pôs a Académica em tribunal: quer reaver o dinheiro que emprestou antes que o resto do património que se construiu e/ ou adquiriu vá, como se diz por aí, por água abaixo.

No lugar dele, quem o não faria?

Sejamos claros: ou a Académica sobe, ou estilhaça-se. Compete à direcção decidir, e dizer claramente aos sócios o que a motivou para tomar as rédeas da associação.