DESPORTIVAMENTE

 

Não se pasme! Logo que o futebol português foi entregue à arbitragem, com Proença na presidência da Liga, torci o nariz e escrevi que não lhe augurava bom futuro. E o resultado está à vista, principalmente para certos clubes, que os de um “sistema” vão de vento em popa.

Na época passada, como já escrevi, a Académica foi vítima da cabala; na presente está de novo a sê-lo. Penso que, desta vez, sem a ajuda do tal “elemento” de Coimbra, na verdade, um instigador rancoroso, quase sem eira nem beira, sempre de cerviz curvada cujo nome me não dizem, ainda que lançando pistas para eu adivinhar…

Desde o início que a Académica tem sido vítima da sem-vergonhaça de “quadrilhas” organizadas – desportivamente falando, obviamente – que estão a moldar o futebol indígena a seu bel-prazer, ainda que, para bem dos nossos pecados, também se digladiem entre elas.  Uma sorte.

Costinha, que me está a surpreender e começo a dar a mão à palmatória, foi corajoso na entrevista que deu ao DC - in illo tempore conhecido por calino – em que sublinhou as várias formas de afastar as equipas da subida.

É quase certo que vai pagar pelo que disse, e talvez venha a fazer falta no banco, donde o que comentou melhor fora que o tivesse sido por um diretor não ligado diretamente ao futebol.

Arrojado, pois, referindo-se à arbitragem em Guimarães, afirmou que “Aquilo não foi uma arbitragem, foi uma ladroagem”. Pois foi. E está escrito noutro texto do Ponney. E hoje, Carlos Cabral, da A.F. Algarve, não terá sido tão “ladrão” – desportivamente falando, repete-se – mas para lá se encaminhou.

Até pode ser que não tenha sido “ladrão”, quase acredito, mas, então foi de uma impreparação em toda a linha, incluindo a dualidade de critérios. E os seus auxiliares “jogaram” pelo mesmo padrão…

A Académica fez uma boa primeira parte; foi segura e ativa na segunda, ainda que retraída e sem a chama ofensiva da primeira. Ganhou com um golo de penalti marcado na primeira parte, um penalti que foi o “terceiro” da partida, já que, anteriormente, o árbitro havia perdoado dois à equipa do Sporting, qualquer deles do tamanho - ou maiores – da torre Eiffel.

Com este resultado a Académica deve ter subido ao quarto lugar da competição, mas fica muito aquém dos dois primeiros lugares.

Se houver um milagre, melhor, dois milagres, a Académica sobe de divisão e ganha a Taça de Portugal. Se é que isso interessa a alguns membros d a direção e conselheiros…

Desportivamente falando, obviamente.