É a vida
Ver futebol ou qualquer desporto pela TV não é diametralmente oposto a ver in loco, mas quase, pois a televisão só mostra o que as câmaras apanham e o realizador quer.
Vimos o jogo FC Porto B – Académica sentadinhos no sofá – que sensaboria! – e, por conseguinte, não podemos opinar de forma correcta e convincente.
E o que vimos? Viu-se uma Académica a jogar a seu bel-prazer, atrevida, raçuda, mas quase inoperante na avançada, pois os jogadores raramente escolheram o tempo certo para servir os colegas ou rematar certeiro; uma equipa ao ataque contra outra equipa, a da casa, a jogar em contra-ataque.
Viu-se a Académica a marcar dois golos e o Porto outros dois, mas para a Académica só um contou. E daí a derrota por duas bolas a uma.
Não vamos dizer que o golo da Académica, que seria o primeiro e poderia inverter o resultado, foi mal anulado, Não, não vamos. Mas que nos ficou essa convicção, ficou. A bola foi endossada ao jogador da Académica em perfeita situação de “jogo”, que correu deixando os adversários directos para trás, e perto da linha de fundo centrou para um colega, isolado, mas atrás da linha de bola. Golo limpinho, limpinho, como diria o sábio JJ, esta época de cabeça perdida.
Assim vimos a jogada… Assim deve ter sido, que não podia ter sido de outra maneira. Aliás, os próprios locutores/ comentadores, ferrenhos portistas, mostraram admiração à actuação do árbitro auxiliar, desatento ou desconhecedor das leis do jogo, eufemismo que preceitua a inqualificação para, desportivamente, certos golpes a que os entendidos chamam corrupção desportiva. Longe de nós, contudo, fazer tal suspeição. Falta de conhecimentos das leis do jogo ou estrabismo, sim; corrupção, nem pensar!
Certo é que a Académica cada vez se distancia mais do segundo lugar da classificação.
