ESFUMOU-SE…
ESFUMOU-SE…
Esfumou-se o sonho, morreu a esperança. Foi em Barcelos contra o Gil Vicente. Foi!
É certo que nunca acreditámos muito no sonho de ver a Académica regressar à I Liga de onde foi “empurrada” por gente malcheirosa, directa ou indirectamente ligada à gente do apito e negociatas afins, bem como pelos ódios mesquinhos a uma Pessoa que teve de lutar contra tudo e contra todos, alguns dos quais até lhe davam palmadinhas nas costas para, depois, o traírem cobardemente.
Ficaram satisfeitos, pularam de alegrias os incipientes neocamarotistas. Riram e gozaram. Esfregaram as mãos de contente. E uma direcção bizarra, sem jeito, com larga margem de progressão para a incompetência, só carreou dívidas e dívidas para a associação, e desilusões atrás de desilusões. O dinheiro não cai do céu aos trambolhões, nem devagarinho; é preciso procurá-lo. E saber como.
A escolha do treinador está a mostrar-se um desastre quase sísmico; a escolha dos atletas, idem, aspas, aspas por aí abaixo.
Em Barcelos, a Académica, perdendo o jogo, perdeu a última oportunidade de ainda se poder sonhar, estilhaçou a esperança dos seus fiéis adeptos e associados.
Foi duro! E não se culpe o guarda-redes, o Ricardo, por ter dado um “frango” de todo o tamanho, um “frango” que deu galo, um galo que cantou, em Barcelos, farsas de Gil Vicente; culpe-se a linha avançada que de avançados nada tem; e culpe-se o meio-campo que não tem jogo para distribuir. E há a tal táctica do TM (Tudo a Monte)
Em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão, diz a sabedoria popular; mas quem dirige a académica não é gente de macacão mas sim de punhos compridos, alguns rendilhados, seres que, nascidos se não em berço de oiro pelo menos de prata, nunca souberam o que custa a vida porque tudo lhe veio às mãos sem custos de trabalho ou outros; pessoas que viveram de facilidades.
E agora? Para onde vai a Académica? Posto de lado o sonho da subida, resta lutar pela não-descida. Consegui-lo-á?
Em surdina, ouve-se muita coisa, e as dúvidas avolumam-se; e damos connosco a pensar nas falências de empresas: as firmas vão ao ar, mas, regra geral, os “donos” ficam bem. E da Académica já voou um bem precioso, que dava confiança aos credores. Inverter a caminhada, urge.
A-CA-DÉ-MI-CA
ACA-DÉ-MICA
ACADÉMICA!
BRIOOOSAAAAAAAAA!....
