FIM DO II ACTO
FIM DO II ACTO
Acabou o campeonato, terminou o segundo acto da época de 2016/7, uma época de promessas e de desilusões; uma época de sofrimento para os sócios e adeptos, de encolher os ombros para “alguéns”.
Promessas foi o que o ex-presidente eleito se fartou de repetir, desde a “recuperação” dos valores perdidos até não sei mais quê. Prometeu, sim, mas eu pergunto aos sócios quais os ditos “valores perdidos” que recuperou. Nenhuns, obviamente, porque a Académica mantinha intactos os seus valores; o que não mantinha era “borlistas”, que, sob a capa de um “academismo”, que não sentiam nem sentem, queriam engrossar, como o fizeram, a varanda das vaidades; gente com que, estou certo, vai “contribuir” monetariamente para ajudar a Académica a sair do buraco financeiro em que caiu e a pode levar à destruição.
Se os valores não foram recuperados, sem que perceba como e com que necessidades, outros, reais, desapareceram, não por artes mágicas, mas por manhas possíveis, um assunto que virá à baila, certamente, e fará escorrer muito palavreado na próxima assembleia que o sr. Presidente da dita, com desculpas esfarrapadas – ele lá sabe porquê -, teima em não convocar, não obstante ter sido legal e justamente pedida por mais de oito dezenas de sócios com as quotas em dia.
Futebolisticamente pode dizer-se que a época foi um desastre: uma equipa com pretensões de subida - justas, devida e necessárias – não conseguiu mais que um oitavo lugar a, pasme-se, dezanove pontos do segundo.
Houve condicionalismos, é certo; mas os clubes cimeiros, quase de certeza, também viveram momentos e situações semelhantes. A diferença, na minha óptica, recaiu, mais que na qualidade dos atletas, na categoria da equipa técnica, com os treinadores – ou o treinador principal – a não conseguir impor uma táctica adequada ao plantel, antes procurando uma táctica com os jogadores adaptados aos seu sistema, se é que tinha sistema algum em mente.
Daqui resultaram esquemas de jogo tipo TM (Tudo a Monte), celebrizada – há quantos anos! – por Juca, um senhor na convivência com a malta, dos directores aos atletas, passando pelos sócios e adeptos. E foi esta táctica TM que “coibiu” a equipa de expressar o futebol necessário para marcar golos. E sem golos – melhor não diria Lapalisse! – não há vitórias, antes empates e derrotas.
Sejamos justos: no domingo, a equipa venceu o Porto B por duas bolas a uma, dando uma alegria aos adeptos. Só que o fio de jogo se manteve, sem alternância de flancos nem busca de soluções de ataque; sempre igual, igual, igual que até pasmava. Além disso, e não sejamos ingénuos, viu-se bem que os atletas portistas o que queriam era que o jogo chegasse ao fim, que, como disse o seu treinador no final do prélio, “já mereciam estar de férias”.
Muito haveria a dizer, mas fico-me por aqui. Estou, todavia, apreensivo quanto à constituição do plantel para a próxima época, se a houver: se os jogadores são, em grande parte, emprestados e vão regressar aos seus clubes, com que outros contará a direcção. E o treinador?
Bem, o que sai diz ir dar umas entrevistas a uns jornais para contar tudo. O Ponney vai aguardar…
A-CA-DÉ-MI-CA
ACA-DÉ-MICA
ACADÉMICA
BRIOOOOSAAAAAAAAAAA…
https://youtu.be/wPk7s7Koofw?t=76
Nota: O III acto vai começar com a próxima assembleia geral
