GRANDE VITÓRIA
Escrevo sem ler o que outros escreveram, sem ler, também, os títulos dos jornais. Mas estou mesmo a adivinhar: “A Académica” foi “tomba-gigantes”.
Entendamo-nos desde já: a Académica é gigante; um gigante que foi enviado para a liga secundária por obra e desgraça da corrupção que campeia no futebol português, em que tudo se decide nos “sistemas”...
Ontem, domingo, a Académica mostrou mesmo que é gigante, uma equipa que faria boa figura na Liga principal em que impera mais técnica que músculo, ao contrário da II em que o músculo impera e a Briosa actua com uma equipa de pardalitos...
Foi bonito de ver a primeira parte do jogo; uma Académica imperial reduziu a uma situação de subalternidade um Belenenses histórico, que podia ter saído do estádio Efapel com uma derrota também ela histórica...
Na segunda parte, mandou mais o músculo da equipa azul ante um grupo de nervos à flor da pele, ansioso por segurar o resultado, um grupo, todavia, que poderia, mesmo assim, com um pouco mais de calma, dilatado aquilo a que os entendidos chamam “score”.
Sinceramente, gostei imenso da Académica da primeira parte e compreendo a da segunda. Só que, como não podia deixar de ser, aponto uns pequenos senãos: a falta de aproveitamento dos lançamentos da linha lateral, e a “molhada” em que, não raras vezes, a equipa incorre.
Penso, também, que era evitável a substituição de Pedro Nuno imediatamente a ter falhado um golo de baliza aberta. Mesmo que planeada, a substituição poderia ter sido diferida: o Pedro tem muita classe e muito para dar; o que tem é de saber ser aproveitado.
Marinho continua em grande, muito grande. Parabéns.
Acreditai, gente boa: se o “sistema” funcionar mal, esta época a Taça é da Académica.
ACADÉMICA, SEMPRE!
