Mais um banho
Mais um banho
Para mal do coração dos verdadeiros adeptos da Briosa, a equipa da Académica, ao fim de seis jogos, tem duas vitórias, um empate e três derrotas, sendo que duas, em três partidas, são-no em casa. É mau de mais para uma equipa com pretensões à subida ao escalão superior do futebol luso. É, é mau demais!
Se a equipa tem, na verdade, pretensões em subir, não se pode dar ao luxo de perder tanto ponto: em dezoito possíveis, onze já foram à vida.
Contra o Vizela, uma equipa vulgaríssima de Lineu, a Académica até começou a jogar benzinho; mas como as jogadas são tão repetitivas que até assustam, ao fim dos primeiros minutos os adversários ficam logo a saber como contrariar os escassos ataques em que, não se sabe bem por que carga d’ água, não se remata à baliza adversária.
Na segunda parte, o jogo foi totalmente desastrado e desastroso: não se marcou e sofreu-se um golo.
Tudo está perdido? Com este treinador está!
Verdade seja dita que a equipa hoje apareceu melhor posicionada, mas com a pecha, grande pecha, de, a defender, os jogadores ficarem sem saber o que haviam de fazer. Horrível para o espectador que percebe de futebol, é ver os defesas a correrem “por fora” do adversário quando o deviam fazer “por dentro”; horrível é assistir a um desconhecimento total de “dobras”; mau é os avançados e médios não rematarem à baliza; péssimo é os “centros” serem feitos para as mãos dos guarda-redes. Além disso, não se percebe por que é que os atletas não tiram partido dos lançamentos laterais no meio campo do adversário. Como se sabe, nos lançamentos da linha lateral não há fora de jogo; assim, um lançamento, feito com rapidez, pode deixar ultrapassada toda a defesa adversária e abrir caminho para o golo; também outros aproveitamentos das regras do jogo poderão trazer hipóteses de ganhos futebolísticos.
Estamos desiludidos. A continuar assim, em vez de rumo à subida pode começar a pensar-se no rumo à descida.
Ainda é cedo, bem sabemos; mas mais vale prevenir que remediar.
ACADÉMICA, SEMPRE!
