Mais uma derrota

 

 

Mais uma derrota

Não vi o jogo nem ouvi o relato, pois quando o faço costumo dar azar. Todavia, mesmo sem mim, o “azar” continuou. Até quando?

Quando a Académica “desceu”, ou melhor, quando se consumou a sentença que lhe tinham destinado, a da descida de divisão, pensei que a Académica não mais tinha que tirado um bilhete de id e volta. Está a provar-se que não foi nada assim: o bilhete foi só de ida, e não sei quando se tirará o de volta.

Não acredito na direcção – que fins terá em mente um presidente que nem de futebol gosta? -  nem na equipa técnica. Acreditava, sim, nos atletas, embora com dúvidas no meio campo e na avançada.

A direcção continua a não me convencer  - aliás a vendo do prédio dos arcos tornou-me ainda mais desconfiado – o treinador já me convenceu a mais de cinquenta por cento e a equipa, essa, tem as falhas que lhe adivinhava: a uma defesa coesa segue-se um meio campo pouco criativo e falho nas marcações, e uma avançada trabalhadora, imaginativa, mas perdulária.

O Tozé Marreco, dizia-se, seria o abono de família, pois abola chegar-lhe-ia aos pés e/ ou à cabeça em condições de marcar golos, muitos golos, como o tinha feito na época anterior ao serviço de um clube lá bem do Norte.

Em vão os adeptos o pensaram: Tozé, apesar de toda a sua boa vontade, não foi o avançado de que a equipa precisava, e Rui Miguel também não.

Sem marcar golos não se ganham jogos. E na Madeira, dizem-me, foi um desperdiçar de golos impressionante. E a culpa não foi do Tozé, “dispensado” – vá lá saber-se por que carga d´água! – no início desta época de inverno.

Dificilmente a Académica subirá. Penso, por isso, que é necessário começar a preparar a próxima. E, para isso, nada melhor que começar a vasculhar o “mercado”, começando desde já pelo da casa, dando-se desde já oportunidades aos juniores e ex-juniores que estão a treinar com a equipa principal.

Mas uma coisa é certa: sem um médio centro criativo e dois ou três avançados rápidos e “raçudos”, goleadores, e uma equipa técnica competente e com “sorte”, dificilmente a equipa subirá.

Se a actual equipa técnica é para ficar, então melhor é darem-lhe poderes para mexer no que tem de ser mexido, ou “omeletado”.

Olhai, senhores, a equipa do Moreirense… e outras.

A-CA-DÉ-MI-CA

ACA-DÉ-MICA

ACADÉMICA

BRIOOOSSSSAAAAAAAAAAAA….!.....