MISTÉRIO MAL CHEIROSO?
Não sei como nem por que carga de água a Académica tem o presidente que tem. Nada a perder, pensarão os ingénuos; mau sinal, cogitarão os mais avisados.
Pois é. Que se saiba, de fonte segura, o atual presidente, advogado de profissão não muito conhecido na praça, nunca gostou de futebol, e que se saiba também, nunca foi visto – ou pelo menos muito visto – nas bancadas do estádio de Coimbra ou em outros em que a Briosa estivesse a ganhar.
Porquê a paixão repentina pela Académica?
Para além de se ter “aliado” a um “agente” de atletas e treinadores, não se vislumbram também quaisquer contactos sólidos no mundo da bola de jogadas subterrâneas, em que tudo se compra e tudo se vende, em que – nestas coisas nunca se consegue distinguir o verdadeiro do falso – e, diz-se sem que se confirme, a “descida de divisão na época de 2015/ 6 foi apalavrada, logo no seu início, por um dos grupos do “sistema”, numa reunião feita a sul de Leiria.
Até aqui, nada de grave, pois há muito que estas coisas acontecem; o que é preciso é saber dar-lhes as voltas, e quem, da zona de Coimbra, sabia da matreirice e esteve na reunião, a apoiou. Grave, sim, até agora, é que este presidente, de “válido”, só fez acusações gratuitas à direção anterior, e apresentou contas e números que, dizem os entendidos, são falsos como Judas; e, pelo menos não concretizado ainda, está encarniçado na venda do património da Académica/ OAF, reduzido é certo, mas que muito custou a angaiar.
Falhadas as delapidações patrimoniais do pavilhão da Solum e da academia “Dolce Vita”, toca de atirar pela borda fora com o edifício dos arcos do jardim, o primeiro símbolo, e raiz, do CAC, mais tarde Académica/ OAF.
Aprendemos que deve manter-se o património que se herdou e, se possível, ampliá-lo. Pelos vistos, este presidente pensa o contrário. E tão “contrário” que preferiu vender o edifício por menos cinquenta mil euros – 50.000 euros não é verba despicienda, verba de se deitar fora! – a vendê-lo ao ex-presidente, eng.º José Eduardo Simões, que se propôs adquiri-lo.
Vá lá o diabo saber porquê. Mas que a coisa não cheira bem, lá isso não cheira. Não que se entenda haver nisto qualquer vigarice – longe de nós tais pensamentos!... – mas ingenuidade também não. Ou talvez isto tudo - o que escrevemos e o que está a passar-se - não vá além de um conjunto de pequenas aldrabices.
“Amor”, “amor”, a quanto obrigas!
