Carta aberta ao Presidente da AAC – OAF

 

Exm.º Senhor Presidente da Associação Académica de Coi9mbra- OAF

 

Não sei nada, mesmo nada, da sua pessoa nem dos seus antecedentes em relação à Académica.

Não sei como imergiu no meio dos sócios nem como emergiu candidato; sei apenas que “apareceu” do nada e foi eleito democraticamente. E isso bastava-me não fossem as dúvidas que sempre me assaltaram e continuam a assaltar. Para recuperar “valores perdidos” dizem os seus apoiantes, mas não dizem quais, e, por mais que os procure não encontro nada de novo em relação às direcções anteriores. Agora o que sei, e não vou estar com “paninhos quentes”, é o senhor, ou a sua direcção de que julgo não é apenas presidente “in nomine”, já despachou um bem precioso (a “sede” doa Arcos) sem que se saiba bem porquê nem para quê. Mas o senhor e os seus companheiros lá tiveram as vossas razões, que, penso, eliminarão o esturro que fede e me afronta as narinas.

Fui ver o jogo contra o Académico de Viseu. Que vergonha! Nem mesmo os últimos dez minutos do jogo, com muita genica, mas totalmente anárquicos em termos de eficácia, ilibarão o treinador – a sério que ele é treinador? – do mau resultado, da dor de alma que provocou aos verdadeiros adeptos da Briosa, que, ao contrário dos “arrivistas”, amam – AMAM! – a sua Associação Académica, e que despretensiosamente lhe deram algo sem nada obter em troca, salvo o prazer de assistir aos jogos, com vitórias, empates ou derrotas, em que os atletas encharcavam as camisolas.

Senhor presidente, está visto que a sua equipa está a falhar: no treinador, que não percebe peva do assunto, que criou um sistema de jogo do TM (Tudo a Monte), que coloca os atletas nas mais disparatadas posições, que não efectua  uma substituição a tempo e horas e devidamente justificada; falhou a sua direcção que, a não se inverter o rumo, começa a resvalar perigosamente para uma divisão inferior,

Sei que é o coração amante da Briosa a falar, mas também é a “voz” da bancada, porque a malta do camarote – quantos pagam as respectivas quotas? – deve estar-se nas tintas, pois, caso contrário, já lhe teriam “soprado” para se demitir e provocar novas eleições, ou, de momento, a constituição de uma comissão administrativa capaz de “salvar” a Briosa e de lhe preparar um futuro sem sufocos rumo à I Liga na próxima época.

Falou o coração, repito, e não vou rever o que foi escrito ao sabor dos sentires e do correr das teclas.

Uma assembleia geral urge.

Agradecendo que medite, sou

José Querido

(Sócio n.º 166)