O GOLO DA VIDA

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Victor Campos, esse jogador da nossa Académica que fez carreira e teve glória, marcou muitos golos e soube, por razão da estrutura da equipa que decidiu abraçar, tirar um curso, o de medicina, que lhe acabou por oferecer uma profissão, na especialidade de anestesia, à qual se entregou.

Posicionado no campo, numa altura em que o irmão Mário foi, e também, outro sagaz jogador, Víctor era daquelas personagens que, e nos anos 60, trouxe, com outras figuras de nomeada da Académica, muita felicidade e alegrias aos adeptos.

No futebol deu mostras de saber defender a sua equipa com distinção e, na vida que enfrentou depois, manifestou-se meritório profissional da sua arte.

Victor Campos deixa saudades nas 4 linhas, mas nos HUC fica um vazio, porque ele era homem de honra e de perfil humano, a que juntou a sua dedicação de médico. Colega de um amigo que já partiu, o Tó Palhoto, sei que tinham boas relações, até porque pertenciam ao mesmo domínio de especialidade. Eram próximos, quanto sei. O Tó Palhoto, aquando da doença do Víctor, já faz mais de meia dúzia de anos, ficou apreensivo e dorido, como tive ocasião de perceber. Estimaram-se.

Victor Campos que marcou muitos golos na vida, não só nas balizas dos campos que percorreu, acaba de nos deixar para marcar um golo que o leva para uma outra dimensão da vida.

Que a eternidade o envolva em amor e lhe possa transmitir a nossa mensagem humana: estamos-te gratos pelo que soubeste dar ao futebol, à tua/nossa Académica, à medicina, aos doentes, a Coimbra e a todos quantos te reconheceram valor e mérito desportivo, humano, pessoal e profissional.

Abraço e obrigado.

António Barreiros