QUO VADIS, ACADÉMICA

ACOMPANHANDO A ACADÉMICA

QUO VADIS, ACADÉMICA

1 - Uma equipa vencedora marca golos, porque, sem eles, não há vitórias. E tem de marcar mais que os adversários. E não é o que tem acontecido com o ataque da Briosa, que, ao fim de seis jornadas, apenas por três vezes violou a baliza dos adversários.

Eu acredito que as coisas vão melhorar. Desde os primeiros momentos que espero que o poder de fogo de Tozé Marreco e Rui Miguel se faça sentir, mas já lá vão seis jogos e os tiros têm sido só de pólvora seca, sem qualquer tipo de eficácia.

De férias este fim-de-semana, por adiamento para 5 de outubro do jogo com os lagartos da Covilhã - talvez lá haja um viv’ á república! – a Académica volta a jogar só a 17 deste mês, de novo em casa, com o Famalicão.

Mais uma vez digo que, para ser campeã, a Académica não pode perder qualquer ponto em casa, nem, fora, qualquer jogo; e não foi o que até agora. Atendendo ao bom comportamento da defesa, se o ataque começar a engrenar, e daqui para a frente, até se chegar aos adversários do cimo da tabela, a equipa não perder qualquer ponto, dentro e fora de casa, é possível que, na segunda volta comece a meter medo aos adversários.

Com o lote de jogadores que tem, ainda que verdinhos e maciinhos, e com um treinador capaz, a Académica poderá subir à I Liga e não cair no caos; se o não fizer, temo uma desgraça maior que a de 2002; e, nesta altura, não se vislumbra nenhum dr. João Moreno, ou eng.º José Eduardo Simões, capazes de, assumindo responsabilidades, tirarem de novo a nossa associação do lamaçal.

2- A Académica, sem honra nem glória, foi afastada da Taça da Liga por uma equipa “zé-ninguém”.

No sorteio da Taça de Portugal, calhou-lhe em sorte – ou em azar – a equipa do Gouveia. Só um resultado importa: a vitória. Afora isso, fica na contingência de não ganhar nada: nem subida, nem Taça da Liga, nem Taça de Portugal.

Se não se puder jogar forte nas outras competições, lute-se, ao menos, pela Taça de Portugal.

3 – O orçamento da académica para 2016/7 assim como o relatório de contas da época anterior vão ser discutidos 21 de outubro do ano que, a passos de gigante, escorre. É a altura própria para, cara a cara, com hombridade, se discutirem os assuntos que por aí, despudoradamente, circulam pelos jornais, alguns lançados até pela boca de um serviçal do clube para desviar as atenções dos maus resultados e as más exibições da equipa que treina, melhor, que devia treinar.

Segundo consta, a direcção em exercício pretende, porém, uma assembleia geral ainda este mês para informar os sócios sobre o actual momento da agremiação.

Penso que será uma assembleia para esclarecer e não para obscurecer.

Como dizia o outro, “Quem te manda a ti, sapateiro, tocar rabecão?”