Raízes II

 

Está feito. A assembleia aprovou. E lá se vai - ou vai à viola, que é mais académico - a velha Sede da Briosa, a única que teve como verdadeiramente sua, e só sua.

Pasmo. Eu penso que esta direção já poucos apoiantes terá para além dos borlistas do camarote presidencial. E as razões são simples: prometeu e não consegue dar. Ou talvez dê enquanto a associação tiver anéis…

Menos de meia centena de sócios resolveu, dentro dos poderes que os estatutos lhes concedem, vender o edifício até aqui ex-libris da Académica por 700 mil euros. Um bom negócio, porque, ainda não há muito, o ex-presidente, Eng..º José E. Simões, o havia comprado aos accionistas por pouco mais de metade, se as minha contas de cabeça e de ouvido me não falham.

Todavia…

É certo que, até ao dia 1 de Junho 2019, a Académica poderá reverter, sob certas condições.

Vender património foi a solução encontrada pela actual direcção para fazer face a compromissos com vencimentos e outros, alguns imperiosos.

Cândido, ou talvez não, o elemento directivo ainda lançou à boa vontade dos sócios a Missão Briosa, mas tal não passou de mais um fiasco dos vários que a direcção, ou o seu presidente, têm vindo a sofrer.

Infelizmente para a Académica, a joia do plantel, Pedro Nuno, avaliada no tempo da direcção anterior num milhão de euros, foi também cedida ao Benfica por trezentos mil euros, uma bagatela, pasme-se.

Está feito, está feiro. Mas o que não se compreende muito bem, nem mesmo só bem, é a razão por que não foi tida em conta a oferta do ex-presidente de cobrir, em mais cinquenta mil euros, qualquer proposta para a compra da sede.

Enfim, com estas pessoas que te governam, “quo vadis, académica”? Ou, de outra forma, para onde te estão a atirar?