As minhas pequenas razões

Boa tarde, num quase boa noite cinzenta e refrigerada amigos adeptos da Académica.

Saí do Cidade de Coimbra cansada de desprazer e de fome. Uma mistura explosiva, capaz de “matar”, pelo menos, a esperança.

Apetece-me ficar calada. Apetece-me dizer muito. E assim tenho de conviver com as contradições de mim mesma. Também por isso, nem me calo, nem vou dizer muito. Também ainda não li os jornais de àmanhã e segunda-feira…

Olhem: gostava que a TV não tivesse transmitido o jogo! E não, não é por ter sido decretado o Dia da Académica ou por ter havido pouco público ou por ver a cidade (!) de Coimbra de costas voltadas para a Académica.

Só não queria que se visse o mau espectáculo. Mas que se lixe: de maus espectáculos e tristes figuras nas TVs andamos nós todos fartos! Com a diferença, apenas, que o de hoje diz-me respeito, entristece-me, magoa e dói.

Pois não foi bom de ver, não foi mesmo. De entender também não, convenhamos. Mas isso sou só eu aqui a falar, a despejar o saco e a escrever para alívio da minha pena por justa causa.

Já agora, também há declarações recentes a que o treinador tem dedicado algum tempo e nem por isso interessantes. Nem para justificar, seja o que fôr, são boas. E, muito menos, necessárias. E, antes pelo contrário, são dispensáveis. Continuo a ser eu a falar. Garanto que dói, mas como dói.

A claque apoiou. Não se desmotivou nos momentos da aflição. Subiu de tom. Nem me lembrei de jogos da época passada em que esteve presente, quieta, calada. Nas aflições. O presente entranha-se-me no passado; o passado entranha-se-me no presente. Culpa minha, portanto.

Agora, umas considerações: a 1ª parte foi para esquecer, um adversário fraquinho e talvez acontecesse algum sucesso com João Real a ponta de lança! À experiência.

A segunda parte, três substituições, tardias, resultaram em momentos bem interessantes e mexidos e num grande golo de Leandro Silva. Este rapaz é fantástico, joga com uma entrega espantosa e festeja o golo agarrado à camisola. Obrigada Leandro!

Custa perceber a sua não inclusão, no jogo, logo de início. Para quê tê-lo no banco?! Pois a equipa que jogou na 2ª parte merecia, pelo menos, o empate.

Correu mal, anda a correr tudo mal. Fica o desabafo.

O desprazer vai manter-se; a fome… já passou da hora.

Esmeralda Maria Antas