UM ADEUS PRECOCE?
Escrever ou não escrever sobre as prestações da equipa da Académica é um dilema no dia a dia, pois o coração, regra geral, não se entende bem com a razão.
No fim do jogo com o Penafiel, após a vitória, repassando o encaixe cerebral, bobinando e rebobinando, no desbobinar apareceram as imagens da entrega dos atletas, a falta de classe de alguns, e, sobretudo aquele “fio de jogo”, sempre igual, a partir dos defesas, e o encaixe – mas que encaixe! – da equipa da casa na adversária num autêntico TM.
Quem se lembra do JUCA? Não o aguadeiro do entroncamento Terreiro da Erva/ Rua Direita – Ó Juca, traz água!... – mas daquele treinador que a Académica teve - um Senhor – e pôs a malta a jogar num autêntico TM.
Costinha reimplantou o sistema. De jogo, que o “outro”, ou os “outros”, da gente ligada ao apito, tem outros (co)mandantes move-se em palcos doirados, de apitos e relógios, fatos de treino e ricardinas. Não, o TM implantado por Costinha é um Tudo a Monte mais enrolado e postiço, que em “casa” se vai safando, mas, “fora”, afunda a equipa, e os adversários não perdoam. Famalicão foi mais um exemplo. Outrossim, sem terra à vista, quase à deriva, não consegue colocar as peças certas nos lugares certos, baralha e torna a dar e cada vez a coisa fica pior.
Obviamente que a culpa não é só dele. Quem trabalha tem de receber. E, ao que consta, os atletas têm já não recebem o vencimento há meses. É mau. Pior, é péssimo, porque ninguém tem moral para lhes exigir mais-
Na próxima jornada vem aí o Cova da Piedade. Não tecemos prognósticos, porque estamos sempre com o João Pinto, do Porto, na mente: “Prognósticos, prognósticos, só no fim do jogo”. Estamos convencidos, todavia, que os atletas, profissionais que são, vão dar tudo por tudo para vencer o jogo. Porém, se por mero acaso o não fizerem, pode ser o começo do fim da Académica.
Longe vá o agoiro.
