Editorial 01-04-2017

 

Com toda a prosápia, sem honra mas com pompa, circunstância e sorriso/ riso sacanóide, António Costa, personagem que até a mãe se admira de como conseguiu chegar a primeiro-ministro, ainda que “geringôncico”, veio proclamar aos cinco ventos – para ele não bastam os quatro – mais um excelente negócio do seu (des)governo: a venda do Novo Banco, a parte menos má do falecido BES, que foi alfobre de muitas riquezas e cemitério das poupanças de gente boa.

O negócio, na verdade, é excelente. Para os americanos, obviamente, que recebem os ativos de uma entidade bancária que poderá vir a ser de referência sem terem de despender um tostão, e vão valorizar os mil milhões de euros que lá vão injectar, que, por magia, são apenas 750.000, reservando-se a diferença, 250 000, para serem pagos em três anos, o que significa, como se diz na gíria, com o “pêlo do mesmo cão”, ou seja, com os presumíveis rendimentos do “bicho”…

Se nos lembrarmos dos excelentes “negócios” que os governos socialistas têm feito, mormente com as “vendas” do BPN e do BANIF – oferecidos e, ainda, com bons “dotes” a acompanhar – podemos ter a certeza que, dentro em pouco, lá terão os contribuintes, directa ou indirectamente, de “entrar” com mais uns cobres., um metal que, por raro, fica muito caro. Menos aos ladrões, obviamente.

A presidente do Chile veio a Portugal, entrando pelo sul, talvez porque leu nos jornais aquele dito do holandês que, por cá e arredores, se gastava o dinheiro em mulheres e álcool. Ao passar em revista a guarda de honra, vimo-la, na TV, de cabeça erguida e passo marcial; na sua rectaguarda, dom marmelo, sem ar nem graça, desgalhardeado, fora de passo, saltanicava tropeçando em si próprio. Afecto não significa nem dá estatura.

Machado com as rotundas – algumas são rutondas – e uns arranjos nos passeios das ruas, lá vai fazendo pela vida, mostrando que existe. Sem chama, sem entendimentos do presente e menos do futuro, lá vai continuando a afundar Coimbra na hierarquização das cidades do país, deste [ainda] país, cada vez menos nosso, em que os portugueses já são imigrantes.

ZEQUE