Editorial 01-10-2016
EDITORIAL – 1.10.2016
Só neste rectangulozinho à beira-mar plantado. Pequeno no tamanho, grande nos cometimentos.
Verão tórrido e a malfeitoria dos homens incendiaram a europa. Ardeu muito e muito; a Portugal calhou a fatia leonina: tanto como no resto dos demais países afiliados em Bruxelas.
Não obstante isso, no terceiro Conselho de Estado da era Marcelo, de suma importância, discutiu-se essencialmente Guterres, ou, pelo menos, isso foi a ênfase dominante do comunicado formal.
É! Está em curso uma guerra diplomática contra a entrada em cena, a meio do percurso, da búlgara Kristalina Georgieva, pelos que os conselheiros se mostraram unidos em torno do bonacheiro candidato português, que o Goldman Sachs não quis recrutar para os seus quadros.
O despedimento telefónico de um gestor público pelo Governo foi considerado ilegal. O Supremo Tribunal Administrativo considerou que o bota-fora do presidente do Programa Operacional Competitividade e Internacionalização (Compete) não teve fundamentos. Bruno Vinhas da Silva vai pedir indemnização, os contribuintes vão pagá-la e o ministro, a remoer-se internamente, continua governante, a pensar-se dono disto tudo, a gozar com o pagode.
Um juiz, ou pelo menos um mamífero que intitulam como tal, condenou uma criança de sete anos a pagar uma “multa” de quase milhar e meio de euros num processo em que se pedia uma indemnização pela morte da mãe, bombeira, quando atacava um incêndio. A criança não tem dinheiro para pagar, e o juiz, bem o juiz, vai continuar a ser juiz no país da bandalheira.
Marcelo saiu[-se] das cascas: deixou-se de “nins” e vetou a lei do sigilo bancário, que a primeira-ministra, Catarina chicória, a conselho da ministra das finanças, Marianinha marianinho, queria impor.
O ministro da propaganda, Toni chamuça, também conhecida por cevada, continua a vender o país da fantasia; e o seu ajudante, centeio, já desafivela o sorriso mascarado.
Coimbra? Cada vez mais lixada. E ninguém se revolta. Só graças e desgraças!...
ZEQUE
