Editorial 01-12-2018

Prova dos nove

Recordem-se os tempos em que a escola era mesmo Escola, em que era preciso saber mesmo a sério, em que não havia as maquinetas de hije, que, bem usadas nos ensinam tudo o que se deve saber, e até o que não deve.

A prova dos nove era importantíssima: dava gozo, para a decorar, expressar-se a rapaziada com um três vezes nove, vinte e sete, noves fora nada.

Paris voltou a arder. Com mais força, ainda. Esquadrinham-se as raízes e  a subida dos combustíveis não significam tudo; mais: a prova dos nove mostram que as contas estão erradas. Então, pergunto-me, onde está a “raiz” da contestação? Há quem diga que o BE de lá também quer uma geringonça, mas Macron não vai na cantiga. Digo-o com franqueza: esta contestação com as destruições, e os roubos, à vista preocupam-me.

Por cá tudo na mesma como a lesma. É um vem quem se “safa” melhor.

Armando Vara não vai para a cadeia porque… seria desumano não passar o natal com a família; depois o ano novo e o dia de reis e a páscoa e as férias grandes e o cinco de outubro e mais não sei quê durante outro tempo, no mínimo, do que passou desde que foi condenado em primeira instância há largos anos.

A AR, sem o parecer da DGS, aprovou a aquisição de novas vacinas que onerão as despesas públicas em mais de quarente e quatro milhões de euros. Bom negócio. Desta vez, presume-se, que não para Sócrates; para os laboratórios e agentes de certeza que sim.

Em Borba já foram retirados os cinco corpos. Uma lição de como deve funcionar a Protecção Civil. A culpa da fractura da estrada ficará, como em muitos outros casos, solteira. Costa não de mada e Marcelo quer ver tudo averiguado até às últimas consequências ou sequências, não sei bem. Porreiro!

Já não se fala nos cortes em pensões e salários, antes se anunciam aumentos extraordinários e progressões; não se alerta, porém, para as tempestades que parecem avistar-se já no horizonte: o crescimento económico abranda trimestre após trimestre, e as cativações e outras habilidades contabilísticas abalam a confiança numa vida melhor. Quer dizer, ainda há quem acredite na geringonça e no Ti Celito. Costa sonha com a maioria absoluta: com a ajuda dos comparsas da geringonça tudo é possível, até lameirar ainda mais o país.

Valham-nos as toiradas para nos divertirmos, não as reais, mas sim as da AR.

Por Coimbra o impensável: as eleições para a AAC criaram incidentes que prejudicam a honra e a imagem da Associação. Uma pena, porque a AAC foi sempre um exemplo de verdade e solidariedade para o país.

O metro está aí à porta: lá para 2025 teremos um “minibus” a percorrer algumas ruas da cidade. Consta que para arranjar dinheiro para tal, a estação nova vai ser desactivada e vendida ao desbarato. Ou vice-versa. Perguntem ao vereador Queirós que ele é que está dentro do assunto.

Machado está de pararabéns. Os festejos de Natal e Ano Novo vão dar que falar. Se tiver clientes, vai ser em cheio. Trezentos e muitos mil euros dão para fazer muita coisa. Resta saber como é que a população vai reagir. Faço votos para que positivamente.

A Académica ganhou ao Arouca, EUREKA! Vamos lá a ver se não foi só um fogacho, ou melhor, com as duas vitórias anteriores, são já três fogachos. Direcção, equipa técnica – principalmente João Alves – estão de parabéns. E os atletas também: hoje deram o litro!

Uma boa semana.

ZEQUE

 

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