Editorial 03-06-2017

EDITORIAL DE 03-06-2017

Faz hoje um ano que, saindo do nada, o “O Ponney” deu os primeiros na net. O Ponney em papel falecera; trazê-lo de novo à vida ficava muito caro, salvo se houvesse algumas empresas a, numa altura de crise, quererem ser publicitadas. A edição informatizada também custa dinheiro, mas suporta-se com mais facilidade. O Ponney é um vício e um prazer: vícios e prazeres têm de pagar-se; salvo se se está na política.

O MM – nem Mercado Municipal nem Manuel Machado -  volta à baila. Não admira; há eleições daqui a um nada. E o MM que já custou milhões aos contribuintes sem que nada de nada se tenha feito para avançar, vai continuar na mesma apesar da nova solução, a do Metrobus, uma espécie daqueles comboinhos que as cidades planas, ou de pouca inclinação, põem a circular com turistas lá dentro.

O governo de Marcelo, Costa, Centeno e apêndices disse-o pelas vozes de ilustre do ministro do Planeamento e das infraestruturas: “veículos eléctricos, com guiamento automático”, numa estrada de só uma via…

Obviamente que os autarcas das regiões a serem servidas pelo Metrobus – um metro muito amputado, pouco à altura – esfregaram as mãos de contentes, “loando” o governo pela prestimosa solução.

O projecto de modernização da Estação Coimbra B também avançar. Mais uma patranha. De Aveiro partirá a linha que ligará o centro do país a Espanha (Salamanca). Para quê, então, preocupar-se com a estação velha e revelha? Este governo está constantemente a esvaziar Coimbra. De tudo o que está a prometer nada irá cumprir.

A autoestrada Viseu-Coimbra ou vice-versa já “mudou” de sítio, e, francamente, pensamos que ninguém sabe onde é que, afinal, vai parar…

Este governo é demagógico. Mas há quem goste de ser enganado.

A Académica vive momentos “embrulhados”.

O “O Ponney” faz hoje um ano. Perdoe-se-lhe a má língua…