Editorial 03-11-2018

Agruras

Nos tempos em que o humor fazia parte da academia de Coimbra, quando o cortejo da Queima passava frente à Pastelaria Central, um caloiro mobilizado para fazer uma declaração de amor a uma jovem bonita e elegante que estava no passeio – era de bom tom as “japonesas” virem à Queima para arranjarem um marido doutor – dirigiu-se-lhe. Ante o “encavacanço” da jovem “pretendida” e a sua vontade de acelerar as coisas, começou: “Venho aqui em nome do dr. X aqui presente para lhe pedir namoro. Tenho de lhe fazer uma declaração. Quer que comece pelo princípio ou pelo fim?” Passando por todas as cores do arco-íris e mais algumas misturadas, sem buraco onde esconder-se, titubeando, baixinho, a mocha respondeu: “Pelo fim”…

“Então, aceita?”, diz o moço; responde a jovem: “Não”- “Muito obrigado a V.ª Ex.ª”  E ante as risadas dos circunstantes, lá se foram caloiro e doutor, tal como a “japonesa” que se afastou uns metros para fugir à curiosidade da “vizinhança”.

Sinto-me o caloiro; não sei se comece o editorial pelo princípio se pelo fim, se é que o fim é um começo também.

Tancos é o meu tema de sedução. Estou morto por ver como é que acaba o tratro, se é que acaba, mais a mais tendo-se constituído uma comissão na AR para analisar o assunto, o que é sinal evidente de o caso não mais será finalizado. Até porque, além do ex-ministro da tropa, o que disse não ter, mas tinha, conhecimento de nada, o mesmo deve estar a acontecer com o nosso primeiro, o chefe Costa, e, embora o desdiga em frases de conteúdo dúbio, também com o nosso comandante-em-chefe  e PR, Marcelo de seu nome, Ti Celito no dizer angolano…

Espero para ver. Não sei se até ao dia de S. Nunca à tarde.

Coimbra, a odiada, continua a ser vítima da inépcia do presidente municipal que tem e da afronta contínua dos (des)governantes lisboetas e alisboetados. Agora é a CP que resolveu suprimir vários dos comboios que servem Coimbra. Já o mesmo não fizeram a aveiro nem ao Entroncamento, menos ao Porto.

Mais que o que se está a passar neste ainda país que é Portugal, em que a ditadura de esquerda se firma cada vez mais, a imprensa e outros engajados só criticam – muitos estupidamente – o que se passa no Brasil, a terra dos outros e não a nossa. É mecessário desviar as atenções do estado a que a nação chegou…

Rui Rio tem já mais inimigos no interior do PSD que no exterior. Há pessoas que gostam de se suicidar. Como sucedeu com a académica, com os resultados que estão à vista.

Os polícias é que são os maus; os ladrões é que são os bons. Assim decidem os juízes, agora também em “guerra” com o governo.

Viva a folia.

ZEQUE