Editorial 04-02-2017
A RTP e COIMBRA
Durante muitos anos, O Ponney manteve nas suas edições uma rubrica intitulada “Quem TViu e Quem TVê”: pequenos textos ou comentários sobre a nossa pouco amada RTP.
Os tempos passaram, muita coisa pervagou, muita água correu sob as pontes - lá, analfabéticos, dizem sobre as pontes – mudaram-se as pessoas, mas não se alteraram os procedimentos; ou melhor, demudaram para pior. Coimbra, praticamente, desapareceu dos programas da empresa pública RTP, incluindo os noticiários; e, quando aparece, muito raramente é por bons motivos.
Há quanto tempo não assistimos a um programa com grupos académicos da cidade ou não se entrevista uma personalidade da Universidade, cada vez, cientificamente, mais na vanguarda a nível europeu e até mundial?
Coimbra, na verdade, foi praticamente retirada dos noticiários. Até do boletim meteorológico; mas porque alguém mostrou o seu desagrado, “reapareceu”, no meio-mapa, separada de Aveiro: uma no Portugal norte; outra no Portugal sul, escamoteando assim a Zona Centro que se impõe numa próxima divisão administrativa.
Todavia, as desfeitas não se ficam por estes pormenores intestinos. Em visita de estado, e para receber o grau de “Doutor Honoris Causa” da Faculdade de Direito de Coimbra, esteve em Coimbra o presidente da república grega, Prokopios Paviopoulos. Houve a “pompa e circunstância” requerida pela presença oficial da distinta personalidade, tal como houve com a cerimónia de imposição de insígnias. E que fez a RTP? Nem a presença de Marcelo Rebelo de Sousa, sempre tão acompanhado nas visitas de afectos ou mergulhos no mar a (co) moveu: deu-lhe menos importância que à transferência de um jogador de futebol de um clube da II liga para outro de igual campeonato.
E o que fizeram a Edilidade e a Universidade?
Aquela gente de Lisboa só conhece uma linguagem: a do murro! É tempo de acordar: está mais que na hora de se darem uns valentes murros na mesa.
ZEQUE
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